Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 10/06/2021

A história da humanidade é marcada por vários períodos interessantes, entre eles, a Idade Média. Época muito conhecido pela pandemia da Peste Bubônica, uma doença que assolou a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, devido à falta de conhecimento científico dessa era. Contudo, na contemporaneidade, vive-se a pandemia do coronavírus e em decorrência da evolução da medicina e da ciência, sabe-se que a melhor maneira de conter a propagação do vírus, é por meio do isolamento social. Assim, esse novo estilo de vida, afetou o cotidiano de todas as pessoas, mas, principalmente, a das crianças, pois desenvolveram problemas psicossociais e foram isoladas de seu principal ambiente de convivência: a escola.

Em primeira análise, é fundamental citar uma matéria da revista “Veja”, na qual, segundo o professor da USP – Universidade Estadual de São Paulo – Polanczyk, os efeitos causados pela quarentena são, agitação, irritabilidade e insônia. Dessa forma, fica evidente que por terem sua rotina afetada e restringidas do convívio social, as crianças desenvolvem problemas psicossociais. Logo, é notório que se tais comportamentos não forem controlados e tratados, podem evoluir para quadros de depressão e ansiedade.

Ademais, é indispensável citar o sociólogo Paulo Freire, que revela o papel transformador que a educação tem para a sociedade. Haja vista que, a escola faz parte do convívio da criança, sendo um fator fundamental para o seu desenvolvimento social e a formação de sua personalidade. Isto posto, é evidente que, com a pandemia do coronavírus, a restrição do ambiente escolar proporciona uma mudança muito drástica na rotina dessas pessoas, uma vez que passam a ter aula á distância e longe de seus amigos. Por conseguinte, o indivíduo pode desenvolver dificuldades de aprendizado e maior dependência familiar.

Portanto, infere-se que ainda existem entraves para solucionar o problema em questão. Sendo assim, é dever do Ministério da Educação, órgão responsável pela educação brasileira, desenvolver atividades extracurriculares que possam ser enquadradas na caderneta de ensino. Com o objetivo de desenvolver a criatividade das crianças e trabalhar o conteúdo de sala de uma forma lúdica. Além disso, também é papel da família se fazer presente as necessidades desse indivíduo e observar o comportamento, pois em casos mais graves é necessário buscar ajuda psicológica. Isso posto, espera-se que o problema seja solucionado.