Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 24/06/2021

Segundo o site Hospital Santa Mônica, a pandemia de Covid-19 pegou todos de surpresa, ninguém conseguiu se preparar para ela e para suas consequências. Mas as crianças que não são do grupo de riscos, começam a apresentar mais sintomas de instabilidade psicológica, com sua jornada escolar em casa e sem poder se comunicar e conviver com outras crianças. Por certo, é possível se observar que o contexto da pandemia e quarentena afeta de maneira negativa a vida dos pequenos, causando traumas e chegando até a acontecer problemas psicológicos como a depressão, que devem ser controlados de maneira saudável pelos familiares.

Em princípio, falando sobre os traumas, segundo Abigail Huertas, psiquiatra do Hospital Gregorio Marañón de Madri e porta-voz da Associação Espanhola de Psiquiatria da Criança e do Adolescente, as crianças estão propensas a adquirir traumas na pandemia, por estarem em contato com a perda de familiares, vê-los sendo levados para hospitais quando estão em estados graves, e isso acaba não sendo processado de maneira rápida por elas, e assim criando traumas. Por certo, as crianças são sensíveis a esse tipo de acontecimentos que as levam a sentirem medo, sozinhas e se fecharem. Se os familiares não prestarem atenção nesses pequenos detalhes isso pode piorar, levar a problemas piores causando os traumas e até mesmo a depressão no maior dos casos. Elas precisam de um cuidado em dobro, pois o sofrimento virá mais tarde e pode ser mais complicado de se cuidar.

Sob esse mesmo ponto de vista, a depressão em crianças é preocupante. Os sintomas de depressão em menores são diferentes dos adultos. Elas regridem em aspectos físicos, como voltarem a dormir com seus pais, pedirem chupeta novamente, desatenção e quietação. Ao perceber isso em uma criança, que deveria se divertir e não regredir nesses aspectos citados, deve se preocupar e ver como resolver esse problema de maneira rápida.

Dessa forma, os familiares devem prestar o dobro da atenção em suas crianças. A família, que podem ser os pais ou responsáveis do menor, devem propor atividades que façam a criança se sentir acolhida e gastar sua energia. Essas atividades podem ser dadas em família a partir de jogos, leituras coletivas, brincadeiras que testem suas habilidades e até mesmo colocar suas crianças em comunicação com seus colegas de escola. Isso as fará se sentirem menos sozinhas e a probabilidade da depressão se desenvolver é baixa.