Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 22/06/2021

Definida como uma limitação do andar fora da própria moradia em certo intervalo de tempo, a quarentena restringe não só a ida de adultos a ambientes sociais, como também a de crianças, que, por sua vez, necessitam socializar e frequentar novos locais, para assim desenvolverem-se mental e pscicologicamente. Devido a esse impedimento, além da possibilidade de danos psicossociais e físicos ocasionados por familiares devido ao frequente contato, alterações comportamentais e emocionais, por conta das mais diversas razões, como o abuso de eletrônicos, são notáveis.

Decerto, a quarentena aumentou consideravelmente o contato entre parentes, tendo em vista que, aqueles que trabalhavam ou estudavam fora de casa, agora o fazem em suas próprias habitações. Por conta disso, os relacionamentos se intensificaram e, junto desses, momentos oportunos para discussões e desentendimentos. Consequentemente, agressões verbais e físicas têm surgimento, principalmente para com os mais jovens, que, indefesos dos adultos, são alvos fáceis quando em comparação ao resto da família. Exemplificando, há o caso do menino agredido pelo padastro, esse ano, durante sua aula online, a qual, gravada, obteve extensa repercussão nas mais diversas redes sociais e sites de reportagem, como Facebook e G1.

Em adição, o ensino a distância, apesar de manter o objetivo principal da escolaridade, também prejudica a saúde das crianças. Mais especificamente, devido a impossibilidade de contato com outras pessoas que não as de mesmo sangue, danos psicossociais, como, por exemplo, ansiedade, desconforto, agitação, irritação e alterações no sono, se desenvolvem, já que, nessa fase, as experiências físicas e interações sociais são de extrema importância. Ademais, o acúmulo de horas gastas na frente de telas, seja consequente das aulas online ou único lazer disponível dentro de casa, prejudica, por conta dos feixes de luz azul, a visão, além de poder levar, pela falta de mobilidade, ao sedentarismo.

Em suma, os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças devem ser considerados tanto pelas famílias das mesmas quanto instituições de ensino, visto que essas as frequentam e têm importante papel no seu desenvolver. No quesito referente a ambientes escolares, o Ministério da Educação poderia, por meio da criação de decretos e leis, regulamentar e limitar a quantia de horas diárias de aula impostas pelas escolas, como também tornar obrigatória a presença de um profissional da pscicologia no instituto, que auxiliaria os estudantes a como passar o momento atual sem contrair danos. De mesmo modo, o Ministério da Justiça pode, através do manuseio de disque-denúncias e políticas penalizadoras, averiguar as situações de agressão ao menor durante a pandemia.