Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 22/06/2021
A infância é, sem dúvida, a fase em que o ser humano mais absorve novos conhecimentos e amplia sua capacidade cognitiva e psicossocial. No entanto, com uma propagação mundial do novo coronavírus, como interações físicas e comunicativas, que são imprescindíveis para o desenvolvimento das crianças, foram quase completamente cortadas, criando um impasse na evolução dos âmbitos social, pessoal e familiar dessa fase da vida.
Tal problemática ocorre pois, especialistas e pesquisadores da área de saúde psiquiátrica, o distanciamento e o isolamento têm ocasionado, às crianças, comportamento como irritabilidade, inquietação, alta dependência dos responsáveis, problemas de sono e desconcentração. Estes fatores, somados à falta de convívio social, causam problemas no desenvolvimento desses seres, podendo ocasionar em ansiedade e depressão ainda na infância e, adquirindo assim, disfunções na fase adulta, como o apego excessivo a coisas ou pessoas e dificuldade de relacionamento.
Ademais, há outro fator que vem sendo prejudicial à saúde mental infantil: o uso excessivo e, em vezes, desencadeado de aparelhos como celulares e tablets. Estes dispositivos estão sendo ainda mais utilizados nos tempos de quarentena, não só para fins acadêmicos, o que impossibilita um aprendizado de qualidade devido a desmotivação de professores de alunos, mas também para lazer de crianças que, sem o controle dos pais, acabam se tornando dependentes da tecnologia, dificultando ainda mais o processo de evolução sociocomunicativa e, consequentemente alarmando os possíveis distúrbios trazidos por tal dificuldade.
Portanto, o isolamento, apresenta um risco para o crescimento intelectual e psicológico infantil. Logo, para combater estes impasses, é necessário que o Ministério da Educação, em conjunto das escolas, organize como aulas de maneira mais dinâmica e interessante às crianças, promovendo jogos educativos por meio de plataformas digitais para que elas tenham maior disposição ao aprendizado. Além de motivar os pais a interagirem de forma mais natural com seus filhos, e sem tanto uso da tecnologia, buscando uma vida mais saudável e livre de estresse para as crianças.