Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 29/06/2021

O filme “Pandemia”, da Netflix, conta a história de um vírus até então desconhecido, que surgiu em algum lugar do continente Asiático e se espalhou pelo mundo, obrigando uma menina de 05 anos, filha de uma médica, a entrar em quarentena e se isolar de tudo que amava, o que lhe provocou traumas e dificuldades. Fora da ficção, a Pandemia de Covid-19 expôs crianças de todo o mundo a ter que viverem isoladas, o que pode provocar diversos problemas de ordem psicológica ou física, o que requer uma estratégia de enfrentamento.

Inicialmente, cumpre destacar que, embora os maiores índices de internações sejam verificados em adultos, as crianças também são severamente afetadas pela pandemia. Nesse sentido, pesquisadores da Universidade de São Paulo-USP descobriram que elas sofrem mais com problemas psicológicos causados pelo isolamento social, pois são mais vulneráveis. Assim sendo, é fácil concluir que, em razão desse desfazimento do cotidiano normal, elas podem desenvolver doenças como o estresse, por exemplo.

Outrossim, os problemas psicológicos podem gerar outras enfermindades nessas crianças, de natureza física. À vista disso, o Fundo das Nações Unidas para a Infânica - UNICEF assegura que após a ocorrência de eventos traumáticos, como o distanciamento de entes queridos, é comum as pessoas na faixa etária de até 09 anos, apresentarem distúrbios do sono e dificuldades alimentares. Dessa forrma, fica nítida a relação existente entre transtornos psicológicos provenientes da quarentena e problemas físicos em crianças a ela expostas.

Portanto, é preciso criar um mecanismo de enfrentamento aos problemas causados pela quarentena, nas crianças. Para tanto, o Ministério da Saúde deve orientar os pais, por meio de campanhas publicitárias, a usar a tecnologia para reaproximar os familiares e amigos dos filhos pequenos, objetivando diminuir neles os efeitos da quarentena.  Assim, será possível superar esse período de isolamento obrigatório imposto pelo poder público sem causar problemas significativos às crianças.