Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 09/07/2021
De acordo com estudos divulgados pela World Health Organization (WHO), cerca de 90% das conexões neurais são formadas até os seis anos de idade, e que estão diretamente relacionadas com experiências vividas pela criança. Entretanto, com o atual período de enclausuramento e distanciamento provocados pelo contágio do novo vírus, os estímulos dados à primeira infância podem ser atenuados, o que possui um comprometimento do futuro cognitivo juvenil — uma consequência indelével. Assim, é possível afirmar que não só a falta de preparação das entidades em relação à pandemia, mas também o peso que a era digital exerce durante tal período fomentam o status quo contemporâneo do século XXI: os efeitos deletérios nas crianças.
Inicialmente, é necessário dizer que a quarentena não era esperada por ninguém, o que realçou o despreparo das instituições públicas para uma alternativo ao impasse. Por exemplo, no Brasil, país com altas taxas de discrepância social segundo o IBGE, é notório o contorno da situação de 2021 pelas escolas infantis privadas, deixando — como sempre — crianças em situações precárias à margem do desenvolvimento mental. A priori, é inadmissível que um período tão importante para o aprendizado seja colocado em segundo plano, como um fato que pode ser adiado — mas não pode.
Ademais, outro tópico importante a se mencionar diz respeito à conectividade precoce com a internet. Conforme os dados disponibilizados pela GlobalWebIndex (GWI), o Brasil se encontra na segunda posição de nação mais conectada à virtualidade social, com um acúmulo de 500 dias inteiros entregues à internet em um decurso de 10 anos por pessoa. A partir desse ponto de vista, percebe-se que é imprescindível o acompanhamento tecnológico parental, visto o montante de tempo que já é despendido em algo tão irrelevante.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com instituições midiáticas, realizar a conscientização populacional por intermédio de palestras educativas e campanhas publicitárias que discorram acerca da importância dos responsáveis como um filtro de conteúdo, mostrando exemplos práticos de informações próprias e impróprias para os jovens. Além disso, cabe também ao Governo Ferderal democratizar o ensino infantil por meio de aulas gratuitas em plataformas online, com conteúdo de estímulo infantil como, histórias, músicas e exposição de diversidades. Espera-se, com tudo isso, uma significativa mudança na perniciosidade dos efeitos advindos com o frágil panorama do novo coronavírus.