Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 08/07/2021

A constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito á proteção a infância como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se repetido na prática quando se observa os efeitos da pandemia nas crianças, dificultando, deste modo, a disseminação desse direito social tão importante.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar, Que uma das causas para tal empecilho se perpetuar, é devido a ausência de medidas governamentais para combater os problemas psicológicos das crianças. ocasionando no crescimento de um indivíduo com traumas que o impossibilitara de exercer atividades simples como as relações sociais. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a proteção da saúde das crianças, o que infelizmente é evidente no País.

Ademais, é fundamental apontar o isolamento social como impulsionador de problemas psicológicos das crianças no País. Segundo o IBGE, o índice de depressão infantil no Brasil aumento de 0,2% para 7,5% em crianças abaixo de 14 anos durante o período de “bloqueio”, Diante de tal exposto, uma criança, sem perceber, é condicionado, devido o isolamento social, a ter problemas psicológicos como a depressão, a qual segundo a OMS, é a doença mais incapacitante do mundo, promovendo desta forma, inúmeros empecilhos para a vida do mesmo. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se identificar esses objetivos. Para isso, é imprescindível que o Congresso Nacional, por intermédio de criações de leis, dirija aos órgãos responsáveis ​​á estabelecer medidas de inteligência para o tratamento e acompanhamento dessas crianças que já obtiveram, infelizmente, doenças psicológicas de grau maior, a fim de prevenir possíveis desastres. Paralelamente, é imperativo que o MEC, por intermédio de redes de emissora, promova palestras semanais, com pedagogos e psicólogos, afim de orienta as famílias como agir nesse período de pandemia com as crianças. Assim, se consolidará uma sociedade mais empoderada, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.