Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 12/07/2021

Em 2020, o mundo viveu o pior momento da pandemia do coronavírus, com recordes diários de mortes, falta de suprimentos para a saúde e com profissionais esgotados pela demanda cada vez maior de seus serviços. É fato que esse foi um ano desafiador para todos em muitos sentidos, o isolamento  social trouxe muitas angústias e aflições com mudanças drásticas nas rotinas de todos em escala global. A população foi tomada pelos efeitos do vírus e das medidas de restrições que com ele vieram, não só adultos sofreram em decorrência do Covid-19, mas, também as crianças foram muito afetadas por essas alterações repentinas no convívio social. Dessa forma, urge analizar os impactos da pandemia e da quarentena na vida das crianças e desenvolver estratégias para amenizar seus efeitos.

Diante desse cenário elucidado, sabe-se que o convívio social primário de uma criança fora de casa sucede na escola. Segundo um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, observou-se que as atividades remotas em um primeiro momento tinham um efeito quase nulo na aprendizagem e no aperfeiçoamento dos pequenos, além de serem condicionados a necessidade do uso de dispositivos eletrônicos e da conexão de internet, criando assim um fator de exclusão de muitas crianças que não possuem esse acesso. Essa privação da criança em um ambiente escolar prejudica a aprendizagem de base para toda a vida escolar, mas, também afeta as relações interpessoais com outras crianças da mesma faixa etária.

Além disso, nota-se os efeitos dessas restrições na saúde mental desses indivíduos, visto que o índice de problemas psicológicos pediátricos sofreu um aumento, quando comparado com os anos anteriores de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria. Com o isolamento social, as crianças ficaram restritas de suas atividades principais e de momentos de lazer, o que causou uma mudança imensa e de díficil assimilação, desencadeando reações emocionais e alterações comportamentais propícias ao surgimento de doenças como depressão e ansiedade.

Em sintese, a pandemia do coronavírus impactou significativamente as crianças nos aspectos psicossociais e educacionais. Logo, faz-se necessária a intervenção conjunta do Ministério da Educação com as escolas para a distribuição de dispositivos eletrônicos e de internet para os alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por meio de parcerias com empresas nacionais para a aquisição desse aparelhos e serviços, com a finalidade garantir acesso a educação no periodo de pandemia para esses indivíduos que estão a margem da sociedade e dessa forma reduzir o fator de exclusão educacional e aumentar a interação online das crianças com o professor e seus colegas de classe.