Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 15/07/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante no país, prevê, em seu artigo 6, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prorrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças, dificultando, deste modo, a universalização deste direito tão importante, ocasionando assim, em problemas psicossociais que podem ser irreversíveis.
Em primeira análise, é importante ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater este problema, nesse sentido, diversas crianças tem a tendência de crescer com problemas sociais e convivência no futuro. Essa conjuntura, segundo os ideais do filósofo contratualista John Locke, se caracteriza como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que, de acordo com uma pesquisa realizada pela província chinesa “Xainin”, de 320 crianças e adolescentes, 115 revelam efeitos psicológicos mais ditados da pandemia, como a atenção excessiva dos pais, e em torno de 102 das quais, tem sintomas de desatenção. Isso revela que, a pandemia do novo coronavírus tem efeitos diretos a crianças e adolescentes, que são da noite para o dia, sendo obrigados a permanecerem em casa, sem o convívio social que é tão necessário. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio do Ministério da Saúde, invistam no maior número de profissionais da saúde capacitados em saúde mental, com o intuito de ajudar cada uma dessas crianças que foram afetadas psicológicamente pelo cenário atual. E que, enquanto durar o isolamento, é preciso encarar o desafio, criando uma rotina de atividades didáticas e físicas, mantendo a conexão com a escola e os colegas. Assim, se consolidará uma sociedade mais feliz, onde o Estado desempenha corretamente seu “Contrato Social”, tal como afirma John Locke.