Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 16/07/2021

Na França, há uma lei que mostra a expansão do conceito de saúde, que é ressignificado, passado a não mais ser entendido apenas em sua esfera corporal, mas também na mental: as empresas estão terminantemente proibidas de enviar qualquer e-mail a seus funcionários após às dezoito horas. Em virtude dessa lei, os funcionários terão seus descansos garantidos e, assim, evitarão síndromes psíquicas, como a de Bournout, por exemplo. No entanto, apesar de a saúde mental estar em pauta no hodierno, poucas medidas para a garantir à população foram tomadas, o que acarretou na imposição de diversos desafios psicológicos ao cívico e, com a chegada da pandemia, principalmente à parte infantil dele, sendo esta afetada tanto pelo uso excessivo da internet quanto pelo atraso nas habilidade sociais.   A priori, necessário se faz pontuar que as novas gerações do contemporâneo crescem recônditas pelas tecnologias. Assim sendo, o constante contato com o conteúdo da internet é presente no cotidiano de grande parte das crianças, o que pode se tornar algo inexoravelmente nocivo: além de inúmeros estudos que vinculam a depressão entre os jovens ao uso excessivo da internet, existem estudos que vinculam a desatenção nas atividades cotidianas a esse excesso. De tal maneira, a pandemia e a quarentena afetam a criança à medida que elas a obrigam a ficar em casa e, desse modo, a estar mais próxima de dispositivos eletrônicos, podendo, por conseguinte, usá-los mais intensamente.    Além disso, também é fulcral se pontuar que, com o isolamento, as habilidades socias são em muito regredidas, visto que o homem é um ser social. Segundo o filósofo Aristóteles, os indivíduos devem viver em sociedade e serem políticos, e isso faz com que eles tenham, necessariamente, que se relacionarem entre si, uma vez que, caso não existam relações, não há como se existir um meio social. Dessarte, é notório que um dos efeitos causados nas crianças pela pandemia e pela quarentena é o isolamento social, o qual as faz terem suas habilidades de se relacionar e compreender seus semelhantes mitigadas. Com o isolamento, os mais novos não podem desenvolver formas de se relacionar com o diverso e com o novo – a saber que eles conversam apenas com seus pais -, o que gera uma regressão em seus panoramas de mundo, já que eles apenas enxergam, quando isolados, seus pais ou responsáveis.

Portanto, pode-se concluir que existem desafios impostos às crianças pela pandemia e pela quarentena, e eles estão acima citados. Logo, deve o governo, composto pelos mandatários incumbidos de assegurar o bem cívico, criar, por meio do envio de projetos ao legislativo, programas que visem atender as crianças que precisam de suporte psicológico por conta do isolamento, com o fim de preservar a saúde mental das mesmas e evitar que elas sejam afetadas em outras conjunturas críticas.