Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 19/07/2021
A síndrome do filho único consiste no comportamento antisocial e mimado da criança. Isso acontece em função das repetidas tentativas de consolar o filho e atender todos os seus pedidos. Paralelo a isso, as crianças em geral apresentam a mesma postura, são dependentes dos pais e inseguras. Entretanto, o ponto de partida concentra-se na quarentena do novo coronavírus, visto que o isolamento provoca a quebra de rotina e a maneira de como se relacionar. Por causa disso, a falta de atenção dos pais em momentos de pandemia e a complexa convivência em casa são os fatores que mais dificultam o emocional das crianças, o que provoca efeitos adversos e irreversíveis.
Em primeiro plano, os pais ou responsáveis do menor tem a grande responsabilidade de prestar apoio mental e físico ao tutelado. Contudo, a realidade brasileira possui um contraste significativo. Conforme o site de entretenimento da Folha de São Paulo, F5, em 2016 28% dos filhos apresentavam queixas de descuido parental, já em 2019, esse número subiu para 39%. Esses números mostram a insatisfação e preocupação de crianças e adolescentes, que apesar de anos depois da pesquisa, ainda estão sofrendo com a desatenção. Nesse sentido, é inaceitável e inconcebível que os pais ajam dessa maneira, pois o momento é delicado para todos e propício a desenvolver traumas para toda vida. Assim, configura-se como caráter de urgência a realização do diálogo e troca de saberes recíprocos entre a família.
Em segundo plano, a difícil relação entre pai/mãe e filho é fortemente atingida com a exclusão social imposta pelo COVID-19. A famosa e renomada monja Coen disse uma vez “Com o isolamento social, o que poderia não irritar tanto agora pode levar à perda da paciência com mais facilidade”. Essa frase exemplifica muito bem a real situação de muitos no país. As crianças, antes da pandemia, podiam estar com suas babás ou outros responsáveis, enquanto os pais trabalhavam. Com isso, os vínculos não eram bem aperfeiçoados e não tinham muitos conflitos. Porém, com o convívio 24 horas, surgiram brigas e desentendimentos, o que fez com que o público infantil passasse a ser tratado com indiferença. Dessa forma, é repugnante o comportamento exacerbado e controverso dos pais, ao ponto que deveriam dar a atenção necessária.
Em suma, o Brasil possui grandes e assimétricos efeitos nocivos à vida da criança na quarentena do novo coronavírus. Em virtude dos fatos mencionados, o Ministério da Saúde deve orientar os responsáveis do menor, através de psicólogos aos mais necessitados, em locais de vulnerabilidade econômica e social, por meio de políticas públicas e incentivos fiscais. Somente assim, a nação tupinunquin será livre dos eventos indesejados da maior pandemia do século XXI.