Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 28/07/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito à educação, à saúde e ao lazer inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, com a pandemia do novo coronavírus a população se mostra cada vez mais distante desses direitos, em vista de que com isolamento social a educação, a saúde mental  e o lazer se mostram cada vez mais precários. Nesse prisma, a quarentena tem afetado diretamente a vida das crianças brasileiras causando-as efeitos negativos, como transtornos emocionais e alterações comportamentais.

De início, é notório o quanto a quarentena afetou a vida dos brasileiros e muitas pessoas têm se negado a acreditar, por falta de informação e negligenciamento, que os pequenos também foram prejudicados e adquiriram transtornos emocionais. Nesse viés, segundo Guilherme Polanczyk, professor de medicina na USP, afirma “A pandemia, e todo o contexto que a acompanha, têm gerado situação de estresse em crianças, adolescentes e adultos. Como as crianças e adolescentes são menos infectados e como, muitas vezes, o sofrimento deles fica mais desapercebido, eles tendem a ser mais negligenciados”. Nesse sentido, é certo que há a necessidade de informar a população acerca dos impactos que a quarentena tem causado na população infantil, para que essa informação não seja negligenciada e não contribua para a difusão desses impactos.

Ademais, é evidente que com a propagação do vírus, escolas e ambientes de lazer foram fechados e  os estudantes foram obrigadas a serem trancafiados em casa sem nenhum tipo de integração, e acabaram desenvolvendo alterações comportamentais como: dificuldades de concentração, irritabilidade, medo, inquietação, alterações no padrão de sono e alimentação. O filosófo Aristóteles evidencia a busca pelo bem individual e coletivo. Nessa perspectiva, é indubitável que a população brasileira deve buscar meios que proporcionam o bem para as crianças nessa pandemia.

Em vista dos fatos abordados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham amenizar os efeitos negativos do distanciamento social infantil. Por isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a mídia e ajuda populacional, promover campanhas de conscientização acerca dos impactos que essa privação de direitos causa nos seres infantis e divulgações de atividades que venham integrar os alunos respeitando o isolamento social, por meio de palestras em instituições sociais (escolas, faculdades, centros médicos, bibliotecas, etc), ou mediante a web conferências, anúncios publicitários divulgados na internet, nas cidades e em redes de televisão,  a fim de informar a população e garantir a saúde psicológica da garotada. Somente assim, o artigo 6º será garantido.