Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 10/08/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela ONU, assegura a todos os indivíduos o direito à educação e bem-estar na sociedade. Entretanto, os efeitos da quarentena e o covid-19 em crianças vem se tornando um problema, pela repentina mudança em seus cotidianos. Diante disso, estão suscetíveis às repercussões psicossociais da pandemia e prejudicadas na qualidade do ensino.

Em primeiro lugar, é crucial pontuar a ausência de medidas governamentais para combater o impacto sobre as escolas, uma vez em que o analfabetização ficou mais evidente no país. Diante disso, o que era 50%, ocorreu o aumento em até 70% com as redes de ensino fechadas, de acordo com relatório do Banco Mundial. Nesse sentido, essa declaração, segundo John Locke, configura-se como uma violação do ‘contrato social’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar que com a falta de contato com outras crianças de forma repentina causa questões psicossociais como impulsionador da falta de pedagogos e psicólogos pelo ensino remoto. Diante de tal exposto, estão apresentando mudanças emocionais e alterações comportamentais, como dificuldades de concentração, irritabilidade, medo, inquietação e outros fatores evidentes. Logo, é inadimissível que o cenário continue.

Contudo, é imprescindível que o governo federal, por intermédio do Ministério da Educação, crie uma iniciativa de promover conversas de psicólogos na grade de educação dos ensinos fundamentais e médios e disponibilize acesso para população carente ao ensino EAD (educação a distância), com o fim de de diminuir taxas de analfabetismo e psicológicos. Assim, se consolidará uma sociedade em que o Estado desempenha corretamente seu ‘contrato social’, como afirma John Locke.