Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 02/09/2021
Na obra ‘‘O grito’’, de 1893, o pintor Edvard Munch utiliza cérebres nuances de pinceladas para ilustrar o medo nas linhas faciais do protagonista. Mais de 120 anos depois, esse sentimento se faz presente no semblante nacional em razão dos efeitos da quarentena e da pandemia nas crianças. Sob essa ótica, destaca-se o surgimento de transtornos psicológicos e o aumento da dependência tecnológica à essa parcela social. Logo, rever a situação hodierna é imprescindível para solucionar as vicissitudes e garantir qualidade de vida a todos.
Nesse viés, ressalta-se, no cenário de isolamento atual, o aparecimento de problemas psicossomáticos em todos os indivíduos, inclusive nos jovens. Com esse raciocínio, encaixa-se perfeitamente nessa temática, o ideal do sociólogo alemão Zygmunt Bauman, o qual afirma a existência de impactos das ações individuais no cotidiano dos outros, uma vez que o mundo é globalizado. Assim, é plausível entender que as medidas restritivas pandêmicas afetam diretamente os menores, logo, a rotina emergencial propicia a ansiedade e a irritabilidade infantil, já que não se exercitam e sociabilizam com amigos e familiares. Dessa forma, a cada dia muitas famílias percebem nos filhos a realidade depressiva da personagem Ana do filme “Por enquanto’’ do autor Benz.
Sob essa lógica, faz-se relevante, que consoante com pensamento socrático, os erros são consequências da ignorância humana, assim, é válido observar que o desconhecimento acerca das atitudes adaptativas ao coronavírus influi decisivamente em comportamentos inadequados. Nesse tocante, a alternativa do alto uso de televisões, celulares e computadores no dia a dia dos pequenos cidadãos para suprir a falta de atividades modifica a utlização do progresso em excessiva e nociva. Então, compreende-se os dados da ONU(Organização das Nações Unidas) na nação moderna o qual relata a alta de 80% do tempo diário gasto pelos usuário mirins na internet.
Portanto, diante dos fatos supracitados, é notório as consequências nas práticas diárias dos mais novos do país. Desse modo, urge das instituições formadoras de opiniões, como escolas e faculdades, em parceria com ONG’s realizar palestras e debates socioeducativos- visto que atos coletivos têm imenso poder transformador- por intermédio de encontros semanais no intuito de orientar o emprego correto das tecnologias e incentivar brincadeiras manuais e familiares. Outrossim, cabe ao Governo Federal com o conveniente auxílio do Conselho Nacional de Psicologia por meio de reuniões elaborar campanhas e publicidades para população a fim de esclarecer dúvidas sobre o contágio, as enfermidades mentais e oferecer atendimento gratuito online. Assim sendo, a expressão ilustrada no quadro expressionista não fará parte dos rostos brasileiros graças ao enfrentamento sábio da epidemia.