Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 25/08/2021
A Constituição Federal promulgada em 1988 garante a todos os brasileiros o direito à educação, saúde e igualdade social. No entanto, esses mandamentos nunca foram totalmente respeitados e, com o novo coronavírus, a situação piorou, pois atinge mais crianças que frequentam o sistema de ensino. Portanto, a continuação dos métodos de ensino a distância é essencial, mas prejudica a educação dos mais pobres e aumenta as condições de aprendizagem entre as classes socioeconômicas. Durante o período de isolamento, é urgente promover a igualdade entre os estudantes no país.
Em primeiro plano, observa-se que o novo vírus infecta mais crianças. De acordo com um alerta emitido por cientistas do jornal britânico “The Independent” no final de 2020, essa nova variante é mais prejudicial às crianças do que antes. Diante disso, a prática do isolamento social deve ser reiterada de forma mais eficaz para garantir a segurança de meninas e meninos. Sendo que torna totalmente impossível retomar o ensino presencial nas escolas, pois trará maior possibilidade de infecção. Em seguida, a administração pública estabelecerá um mecanismo para permitir que os jovens em todas as áreas econômicas obtenham progresso educacional sem colocar em risco sua saúde.
Em segundo lugar, observa-se que essa situação ampliou o fosso entre ricos e pobres. Com a aplicação dos cursos a distância, os menores precisam de tecnologias como laptops, tablets ou smartphones. Além de poder assistir aos cursos online, o problema é que 57% dos brasileiros não têm computador em casa e 25% deles não podem acessar a Internet, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Embora tenham feito progressos mais ricos na educação, os jovens de baixa renda carecem de ferramentas para garantir seu direito básico à esta. Nessa perspectiva, medidas devem ser tomadas para reverter esse quadro. Diante do exposto, é óbvia a necessidade de desenvolver medidas que visem a mudar esse caminho.
Por isso, para garantir a saúde da criança, o Governo Federal deve dar prioridade à imunização das faixas etárias relevantes, por meio da aceleração da vacinação contra o novo coronavírus, o que pode ser conseguido por meio de recursos destinados à compra de vacinas importadas, pois o Brasil ainda não produz quantidades suficientes. Ao mesmo tempo, para amenizar a desigualdade social entre os estudantes, prefeituras e governos estaduais devem manter o direito básico à educação por meio da distribuição de tablets a essas camadas de baixa renda. Por meio dessas ações, o impacto da pandemia e do isolamento nas crianças pode ser reduzido.