Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 16/09/2021
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne aos efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a falta de legislação, bem como as questões políticas.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de legislação presente na questão. Segundo Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna explicitada pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças.
Outro ponto relevante nessa temática são as questões políticas. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças não encontram o respaldo político necessário para serem solucionados, o que dificulta a resolução do problema.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. É fundamental, deste modo, a criação de projetos de lei que contemplem os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças, pelas comissões da Câmara e do Senado, em parceria com consultas públicas. Tais consultas devem ser amplamente divulgadas nas redes sociais, para o público em geral ter acesso e se posicionar. Além disso, em tais consultas, seria viável disponibilizar para download uma cartilha em PDF que contemple os detalhes da lei proposta, para que o problema não só ganhe respaldo legal, como também o faça de maneira consciente por parte da população. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: “Em mim, eu vejo o outro”.