Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 28/09/2021
Sigmund Freud, médico neurologista nascido na Tchéquia, diz em sua teoria psicanalítica que a infância é o momento de formação da personalidade de uma pessoa. O convívio interpessoal e a conversa são fatores os quais moldam um adulto em potencial. Portanto, ao isolar uma criança de outras pessoas, tal indivíduo não terá o desenvolvimento adequado. Durante a pandemia do novo coronavírus, considerável parte da população está em quarentena e isso acaba por envolver as crianças também.
Por estarem distantes da escola e outros meios de covívio social, sentimentos como “solidão” e/ou “inquietação” têm afetado consideravelmente tal grupo de pessoas. Um levantamento realizado na China com mais de 320 jovens demonstra aumentos consideráveis na instabilidade do sono e do apetite. Portanto, é de suma importância considerar o estado psicológico das crianças, o qual tem sido degradado por conta do isolamento social. Limitações e restrições “impostas pela pandemia” engendram dores de cabeça e maior irritabilidade. Bem-estar psicológico e físico deteriorados causarão inúmeras más consequências para as próximas gerações, como por exemplo, adultos inseguros e muitos outros incapazes de se comunicar.
Todavia, existem maneiras de amenizar as preocupações e, assim, tranquilizar as crianças. Por parte dos pais, é interessante: incentivar de maneira saudável os estudos; provocar o surgimento de conversas e debates sobre o cotidiano e; escutar o que seus filhos dizem. Com a existência da Internet e das redes sociais, as crianças podem comunicar com seus amigos e aos poucos reprimir a inevitável solidão que as assolam.
Logo, pode-se concluir que é possível reverter ou até mesmo prevenir danos psicológicos causados pela quarentena em crianças. De tal maneira, elas podem desenvolver saudavelmente seu psicológico e seguir suas vidas normalmente. Basta realizar bom uso das tecnologias para que os mais jovens possam se adaptar melhor.