Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 04/10/2021
No livro “Utopia”, de Thomas More, é exposto um ambiente no qual a consciência coletiva e a eficiência do Estado são fundamentais para o avanço da nação. Fora da obra, é fato que os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças sejam um obstáculo para o corpo social. Nesse sentido, em virtude do ensino remoto para as crianças, como também a falta do que fazer em casa, o problema tem se intensificado e agravado.
Em primeiro plano, é indubitável que o modo com que foi feito o ensino remoto na maior parte das instituições no país não foram 100% satisfatórias. Posto que, segundo a matéria da revista Metrópole, o ensino à distância foi reprovado por 76% dos estudantes brasileiros. Não apenas, além da facilidade em se distrair estando em casa, os pais dessas crianças devem permanecer nas aulas junto com os filhos, já que, quem irá garantir que o aluno está de fato fazendo as atividades propostas não é somente a professora, como ocorre na escola.
Outrossim, é notório que a falta de atividades e contatos com outras crianças agrava a problemática. Pois, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, crianças de 6 a 10 anos são as mais afetadas pela exclusão escolar durante a pandemia, não tendo contato com outros tipos de experiências, como se comportar em meio a outros colegas e brincadeiras propostas pela escola. Logo, é fundamental que os mentores dessas crianças façam rotinas criativas, evitando que, o menor fique somente em eletrônicos, tablets e celulares.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessárias medidas que combatam os efeitos negativos da quarentena em crianças. Por conseguinte, cabe ao governo federal, juntamente com o Ministério da Educação implantar novas atividades obrigatórias na grade escolar, por meio de, projetos que visem o contato com a natureza, atividades feitas manualmente para estimular a coordenação motora entre outros. Não somente, os responsáveis têm o dever de dar a atenção necessária para a criança, tendo em vista evitar traumas que futuramente podem desencadear alguma doença mental, como ansiedade e depressão. Em síntese, criar uma consciência coletiva e contar com a eficiência do Estado, a fim de fornecer o melhor para as crianças brasileiras.