Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 14/10/2021
No filme Epidemia é retratada a propagação de um vírus letal e contagioso que assola uma pequena cidade americana. Ao logo da trama, a narrativa revela os problemas do contato interpessoal, assim como a necessidade de isolamento social no qual incluem toda a população e principalmente as crianças. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada àquela do século XXI, visto que tanto a quarentena e a sua inacessibilidade social, e quanto às consequências geradas para tais indivíduos, são fatores que corroboram e persistem para tal cenário de corona vírus atual.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que no Brasil, de acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), cerca de 98% das escolas foram fechadas e obrigadas a cumprirem quarentena por certo período na pandemia. Sendo assim, além da impossibilidade de frequentarem uma escola, foram proibidas também o funcionamento de atividades extras como todos os tipos de esportes e passeios em shoppings e cinemas, e até mesmo aglomerações nas ruas e casas. Dessa forma, nesse meio tempo, houve a necessidade de adaptação e reinvenção, sendo a internet a sua única e principal ferramenta para os estudos e comunicação, fazendo com que todos e principalmente as crianças desenvolvessem crises existenciais.
Em segundo lugar, assim como ocorreu no filme, na pandemia nota-se a despreparação de tais crianças com tal revolução, assim como os prejuízos com os seus estudos, na interação de pessoas e o desencadeamento de vícios relacionados a jogos e redes sociais. Sendo assim, também se destaca problemas relacionados a saúde mental como a depressão e ansiedade, tendo o isolamento social como principal precursor para tal. Essa conjuntura, segundo as ideias do filosofo contratualista John Locke, figura-se como uma violação do contrato social, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como é o caso da mobilidade urbana. Portanto, medidas são necessárias para resolver o empasse. Logo, cabe ao Governo Federal, juntamente com o apoio da mídia, na criação de campanhas e palestras informacionais nos diferentes meios de comunicação e interação como redes sociais e televisão. Dessa forma, é importante a contratação de profissionais como psicólogos e educadores para presidir tais palestras, auxiliando tais indivíduos sobre inúmeras questões, assim como buscando alternativas juntos para ocupações em tais períodos. Neste viés, fara com que o individuo tenha consciência do problema, assim como se reagir em meio a ele.