Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 25/10/2021

Não é de hoje que surgem pandemias que causam impactos nas pessoas, como por exemplo, a penúltima que foi a gripe espanhola, em que cerca de 500 milhões de pessoas morreram. Desse modo, com a chegada do novo coronavírus, no fim do ano de 2020, um vírus muito grave que nunca havia se manifestado antes, acarretou problemas em diversos ambientes, inclusive nas escolas municipais, pois, para controlar a proliferação do vírus era necessário se resguardar através da quarentena, o que por sua vez afetou as crianças que frequentavam estes locais, trazendo atraso educacional e abalo na saúde mental.

Primeiramente, é notório que com o afastamento as crianças tiveram que se adaptar com as situações, pois, para que elas conseguissem estudar tinham que, ou possuir um material tecnológico, ou retirar na instituição de ensino o material com as atividades impressas, porém, sabe-se que não eram todas que possuíam essas condições e que além disso, a aula aplicada nesse formato não fornecia tanta eficácia quanto ao modelo presencial. Como evidenciado em uma pesquisa realizada pela UNICEF(United Nations Children’s Fund), no mês de abril de 2021, aponta que cerca de 5,1 milhões de crianças estavam sem acesso a educação no inicio da pandemia, e que este problema traria sérias consequências no futuro, e de fato aconteceu, hoje o atraso no desenvolvimento escolar está maior, pois, além da desmotivação, a falta de recursos implicou no avanço destas crianças.

Ademais, a saúde mental está diretamente relacionada as emoções e desafios, e sem dúvida com a quarentena as crianças passaram por um abalo emocional, pois, além de estarem em processo de desenvolvimento, é na infância que é iniciado os relacionamentos pessoais e as tomadas de decisões. Porém, como elas ficaram isoladas nesse tempo, acabaram perdendo toda a interação com os colegas em sala de aula e se afastando, o que em suma, acarretou um choque na vida delas e uma mudança radical, levando então a sinais, como: a falta de interesse, medo e irritabilidade.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados de atraso educacional e abalo na saúde mental, deve-se tomar medidas para os impasses. Á Secretária da Educação carece promover reforço para as crianças que querem recuperar os conteúdos que não aprenderam, por meio de aulas após o horário normal, ocorrendo nas próprias instituições, a fim de ensinar os conteúdos que apresentam dificuldades e que não aprenderam por conta da pandemia, equilibrando assim toda a defasagem sofrida. E também necessita providenciar eventos dinâmicos junto com psicólogos, por meio da própria escola, a fim de desenvolver atividades que prezem o contato com os amigos, restabelecendo o que foi perdido. Dessa forma, será possível garantir um alinhamento na aprendizagem e da saúde mental das crianças.