Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 20/10/2021

“O homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio”. A máxima do filósofo Hipócrates, figura facilmente como contraponto para a pandemia do Novo Coronavírus, visto que a quarentena tem afetado negativamente a saúde das pessoas, principalmente dos mais jovens. Esse quadro tem como origem o isolamento social estabelecido, cenário o qual contribui para os impactos mentais e físicos na vida das crianças.

Em primeiro plano, Aristóteles afirmava em sua teoria filosófica que o homem é um animal político, um ser social que só consegue realizar-se através do convívio em sociedade. Assim, tendo em vista suas ideias, a conjuntura de afastamento entre as pessoas afeta diretamente o psicológico das crianças, que ainda estão em fase de crescimento e descobertas sociais. Consequentemente, implicando em pesadelos, desatenção, dependência dos pais e podendo evoluir para problemas mais graves como ansiedade e depressão.

Outrossim, em sua obra “Algus pensamentos sobre a educação” o filósofo John Locke retrata a importância do ensino ser atribuída tanto a mente quanto ao corpo, já que as atividades empíricas são necessárias para o desenvolvimento infantil. Dessa forma, permanecendo somente em casa,  estas estão mais suscetíveis a passividade, devido principalmente a utilização excessiva de eletônicos, não gastando suas energias. Como conseguinte, trazendo tribulações como insônia e falta de apetite.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver os efeitos trazidos pela quarentena nas crianças. O Governo aliado ao Ministério da saúde deve promover um projeto de lei que vise a conscientização da população acerca de como lidar com as crianças durante o período de isolamento através de palestras ofertadas online, a fim de inovar nas atividades de casa e auxiliar às famílias a manter o equilíbrio físico e mental em seus filhos. Somente assim, os impactos da Pandemia serão diminuídos.