Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 20/10/2021
Assim como a Gripe Espanhola, a COVID-19 configurou-se como uma pandemia, atingindo todo o globo. Todavia, há grandes disparidades entre os contextos sociais das épocas da primeira citada e do novo coronavírus, o que, consequentemente, também difere as formas como foram afetadas as sociedades. Como principais problemas enfrentados pela população brasileira nesse contexto, destacam-se a irresponsabilidade e a desigualdade sociais que permeiam o país.
Em primeiro plano, discute-se o obstáculo criado pela postura irresponsável dos brasileiros. Isso porque, em meio a rígidas normas de distanciamento, foram numerosos os casos de desrespeito e indiferença a essas. Por exemplo, durante o processo eleitoral municipal de 2020, as campanhas geraram grandes aglomerações e foram observados poucos cuidados com o contágio, como relatou o G1 em reportagem. Então, conclui-se que os descuidos individuais impulsionaram ainda mais a problemática trazida pelo Sars-CoV-2, a qual aflige toda a coletividade social.
Em segundo plano, analisa-se a desigualdade social como agravante para as dificuldades originadas pela pandemia. Tal análise se justifica pela maior vulnerabilidade das parcelas mais pobres durante o período de reclusão, já que essas, em geral, sofreram impactos intensos por não dispor, previamente, de uma boa condição econômica. Com o fito de reforçar a tese, traz-se a situação da maioria dos jovens mais carentes: impossibilitados de estudar porque não têm acesso à infraestrutura exigida pelo sistema de educação a distância, o que foi relatado pelo G1. Assim, infere-se que o fator financeiro-social culminou em maiores barreiras para a superação do difícil momento.
Portanto, levando em consideração as implicações contidas nas relações entre os efeitos do novo coronavírus, a despreocupação com as regras de confinamento e as altas disparidades econômicas, faz-se necessária uma intervenção. Desse modo, o Estado deve, por meio de investimentos em educação, agir na construção de indivíduos mais conscientes e responsáveis, com projetos de educação sanitária nas escolas, por exemplo, a fim de fortalecer o senso de coletividade no enfrentamento desse tipo de crise. Além disso, também é o Governo do Brasil quem deve garantir a diminuição das desigualdades sociais para blindar os grupos mais expostos aos efeitos discutidos. Dessa maneira, pandemias, como a da Gripe Espanhola e a da COVID-19, serão enfrentadas com menos danos à sociedade.