Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 29/10/2021
Nós humanos somos seres social, isto é, vivemos em sociedade. Logo, a falta de contato com outras pessoas ou o isolamento social, como ocorreu em 2020 devido à pandemia do covid-19, são fatores extremamente prejudiciais para nossas relações e para nossa saúde. Além disso, ao contrário do que muitos acreditam, os mais afetados com o isolamento social são as crianças e os adolescentes, pois estão em processo de desenvolvimento, e sem o contato com outras pessoas esse processo é extremamente prejudicado.
Devido à pandemia, iniciada em 2020, houve o confinamento de grande parte da população, nenhuma atividade em coletivo, não era permitida, ou seja, tudo foi do pessoal para o virtual, inclusive as escolas. Essa mudança prejudicou toda a população, e, principalmente, as crianças. Pesquisa feita pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), apontou que 36% das crianças entrevistadas apresentavam dependência excessiva dos pais desatenção (32%), problemas de sono (21%), pesadelos (14%), desconforto e agitação (13%). Ou seja, o confinamento prejudicou no desenvolvimento das crianças, que estavam começando a dar os primeiros passos, sozinhas.
Além disso, prejudicou, também, a saúde, tanto a física quanto a emocional. Tendo em vista que ao ficar em casa e sozinhas, elas não brincam muito, ou seja, não gastam energia, assim, quando a noite chega surgem problemas para dormir, que ao decorrer do tempo vai acarretar outros problemas. Além disso, o confinamento também proporcionou doenças psicológicas às crianças. Em pesquisa feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), aponta que mais de uma criança a cada sete, desenvolveu algum transtorno psicológico.
Dado o exposto, cabe aos pais, garantir que seus filhos se exercitem, mesmo em casa, para que a rotina de sono não seja prejudicada. Também é preciso, analisar o comportamento das crianças, e leva-las ao psicologo, se notar irregularidades.