Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 03/01/2022
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, o versos do poeta Drummond revelam, de forma metafórica, sobre a existência de um problema no percurso de algo. De forma análoga, pode-se comparar a pedra com a pandemia e o caminho com o desenvolvimento das crianças, que foram muito afetadas pela quarentena. Logo, fica claro que a falta de preparo das escolas e dos pais, em relação a nova situação do país, são fatores que favorecem a problemática.
Sob esse viés, obseva-se que, com as rápidas mudanças ocorridas no país, os pais foram pegos de supresa e agora precisam se reiventar. Infelizmente, nem todos os responsáveis tem condições financeiras de criar um ambiente interativo para as crianças - visto que a inflação atingiu os níveis mais altos no ultimos meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica - , e alguns nem sabem como fazer isso. Com isso, as crianças estão presas em casa e cada vez mais anciosas sem as interações e formas de lazer antigas.
Ademais, percebe-se que a escola foi outra agente que não estava preparada pra lidar com a nova situação. De fato, as crianças perderam sua “segunda casa”, um local onde elas brincavam, aprediam e desenvolviam-se. Dessa forma, a problemática foi agravada, visto que elas vão perder anos de aprendizado e, infelizmente, sentirão as consequências no futuro, conforme avisa vários agentes pedagógicos.
Dessarte, é necessário que o Estado, órgão responsável por garantir o bem-estar social, juntamente com as escolas, promova ações para cumprir a garantia do desenvolvimento das novas gerações. Assim, por meio de verbas governamentais, deverá ser criado mecanismos para que as crianças continuem desenvolvendo-se durante a quarentena, como a criação de aplicativos e jogos interativos entres os colegas. Espera-se, com isso, que os casos de ansiedade diminuam e as crianças possam continuar divertindo-se.