Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 11/05/2022
Com a chegada do novo coronavírus em 2020, o mundo decidiu entrar em quarentena, isto é, realizar isolamento social extremo para proteger à todos. Como parte da sociedade, as crianças também tiveram que se isolar, fato que as atinge diretamente: a quarentena não só as impediu de se relacionar com outras pessoas fora de seu núcleo familiar, afetando seu desenvolvimento social, como também afetou seus estudos. O desenvolvimento adequado das crianças foi impedido pela quarentena e é necessário tomar medidas para reduzir os efeitos negativos nelas.
Cientificamente, sabe-se que a infância é a fase da vida mais importante para o desenvolvimento cerebral. É nela que se molda a personalidade e se aprende a interagir socialmente com os outros, uma vez que o cérebro se encontra mais flexível. Com a quarentena, no entanto, não há interação social significativa para as crianças: seus familiares mais próximos são tudo que tem. Isso acarreta em um desenvolvimento reduzido da parte social do cérebro, que nunca teve a experiência de conviver em sociedade de verdade. Consequentemente, dependência dos pais
e problemas mentais, como ansiedade social, se desenvolvem em tais crianças.
Ademais, o isolamento social trouxe consigo a necessidade do ensino a distancia, e estudantes de todas as idades precisaram se adaptar às aulas online. O ensino a distancia, porém, é considerado por especialistas como menos eficaz, realidade que é percebida principalmente com as crianças - que são inexperientes e menos maduras. Essa redução de produtividade em seu aprendizado terá grande impacto negativo em seus estudos futuros, já que uma base de conhecimento sólida é essencial para avançar pelo sistema de ensino.
Dessa maneira, se torna evidente a necessidade de medidas que tenham como finalidade mitigar os efeitos da quarentena no desenvolvimento social e escolar das crianças. Cabe, portanto, ao governo federal, e mais especificamente o ministério da educação, incentivar a socialização das crianças e os seus estudos, objetivo que pode ser alcançado por meio da introdução de atividades extracurriculares nas escolas públicas, como clubes esportivos e aulas de reforço, repectivamente.