Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 22/08/2022

A pandemia do Coronavírus (Covid-19) surpreendeu a todos no planeta, e é fato que absolutamente ninguém teve tempo para se preparar para o que estava por vir e “lutar” contra um vírus que afetaria milhões de pessoas tanto fisica como mentalmente, ficando assim, emergente, que se tenha um olhar mais cuidadoso para as crianças nesse momento de crise.

Certamente, a fase da infância e as vivências que ocorrem nela são essenciais para a construção da identidade humana de cada pessoa, mas, como é de conhecimento geral as proporções tomadas pela disseminação do vírus, ocasionalmente o isolamento social tomou essas vivências tão indispensáveis nesta fase da longa jornada da vida, que não poderão nunca mais ser recuperadas, o que acabou impactando de maneira significativa a saúde dos pequenos.

Apesar de ter sido feito para o controle do vírus e de já estar no terceiro ano, acabou impactando e pesando a saúde física e mental das crianças, por terem sido privadas por um período de realizarem suas atividades físicas, conviver com seus colegas, sair para se divertirem, etc; e isso pode ser visto através de uma pesquisa do Hospital Santa Mônica, que listou alguns dos principais impactos psicológicos sofridos durante a pandemia: insônia; irritabilidade; crise de ansiedade; dificuldade para adaptação ao confinamento; falta de paciência para lidar com os pais e irmãos; tendência ao desenvolvimento de episódios depressivos; pensamentos e emoções resultantes de situações estressantes.

Além disso, foi desencadeado um sedentarismo em grande parte dos pequenos, o que é preocupante, pois este é um problema que está associado ao desenvolvimento de várias doenças, como: obesidade, diabetes, hipertensão e outros problemas como falta de disposição e condicionamento físico.

Contudo, é notório que os momentos perdidos por essas crianças não terão mais volta, e que o preço que a pandemia cobrou foi alto demais. Para a reparação desses momentos, faz-se necessário com que as escolas promovam atividades extras, como esportes, rodas de conversa que estimulem a interação e que busquem eliminar as inseguranças causadas, e o encaminhamento dos pequenos por parte dos responsáveis para os profissionais da saúde específicos que os ajudem a remover, se houverem, traumas causados pela pandemia.