Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 25/08/2022
Segundo o ECA, toda criança e adolescente tem direito à educação e lazer. Entretanto, constata-se que tal conceito não é aplicado na sociedade contemporânea brasileira, principalmente durante a pandemia de COVID-19, dado que a quarentena afetou negativamente essa minoria ao privá-las do acesso à escola e ao contato social.
Em primeira análise, na novela infantil “Carrossel”, é perceptível que o ambiente escolar apresenta grande importância na formação intelectual e pessoal do cidadão, uma vez que as prsonagens passam grande parte do dia no colégio e em contato, criando amizades e trocando opiniões. Contudo, tal prática não pode ser observada no Brasil durante a crise do coronavírus, devido à implementação das aulas on-lines. Em decorrência delas, a comunicação dificultou-se, agravada pelos problemas técnicos e de rede, tornando-se um empecilho na construção social do menor.
Sob esse viés, faz-se cabível a citação de Immanuel Kant: “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Assim, entende-se que o acesso ao conhecimento é fundamental para a estruturação do indivíduo e mecanismo que possibilita a admissão e ascensão em outras áreas de sua existência, como o ingresso a um emprego bem remunerado após a conclusão do ensino. Entretanto, a afirmação do filósofo não está presente no corpo social brasileiro, considerando que a evasão escolar aumentou em 1,8% em comparação a 2019, segundo a Unicef. Depreende-se, portanto, que a baixa adesão aos estudos é um entrave na manutenção dos direitos básicos da população.
Destarte, é imprescindível que o Ministério da Cidadania – principal responsável pelos direitos dos cidadãos –, por meio da construção de torres de conexão e distribuição de receptores aos moradores, facilite o acesso à Internet, a fim de minimizar os efeitos da pandemia no público infantil e garantir uma vida de qualidade a elas.