Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 21/09/2022
A teoria do “fato social” - proposta por Émilie Durkhein - aborda a coercitividade dos fenômenos sociais e como esses influenciam à toda a população, sem excessões de indivíduos. A partir disso, é perceptível que acontecimentos como a pandemia do coronavírus afetou a todos, inclusive às crianças, retardando seu desenvolvimento, por meio da falta de interação coletiva e do uso excessivo de telas tecnológicas.Portanto, a nova geração, isolada devido à quarentena, tende a sofrer graves danos psicológicos além do perigo viral.
Nesse contexto, o período de isolamento diminuiu drasticamente o convívio entre crianças, prática essencial para a construção de suas habilidades comunicativas, o que pejudica seriamente suas capacidades de expressão e compreenssão.A exemplo, o longametragem “Room” apresenta Jack, um menino de 10 anos, o qual passou toda sua vida em cárcerie, deparando-se com extremas dificuldades em se adaptar à vida mundana uma vez que é libertado, enfrentando principalmente fortes problemas de confiança comunitária. Dessa forma, a pandemia forma uma geração antissocial e psicologicamente frágil.
Ademais, presos em suas residências, as fontes de entretenimento tornam-se mais excassas, gerando o predomínio de atividades individuais centradas em aparelhos tecnológicos.Por conseguinte, tamanho tempo livre voltado para as telas favorece a tendência das crianças desenvolverem o vício digital, uma vez que tal objetos são inseridos em sua rotina em um momento de insegurança, o que resulta em um preocupante cenário,tendo em vista que de acordo com a relatória mundial, o Brasil é o 2° país mais viciado em internet. Sendo assim, a quarentena agrava problemas já consolidados, caracterizando uma conjuntura alarmante.
Logo, ao considerar as consequências relacionadas às habilidades sociais e à saúde mental dos menores, é dever estatal planejar ações escolares, sem a presença de eletrônicos, mediante atividades recreativas grupais, as quais promoverão a coletividade e o afastamento tecnológico, no intuito de estimular a socialização infantil. Assim, as crianças desenvolverão suas habilidades de interação enquanto tratam sua dependência. Por fim, as mazelas pandêmicas serão combatidas em prol de uma geração sociável e de psique mais resistente.