Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 14/06/2023

Sem dúvida, a pandemia e o isolamento social deixou marcas irreversíveis na sociedade e no mundo. Logo, um dos mais afetados por toda essa mudança repentina foram as crianças, encontradas numa situação aonde não podiam sair para ir a escola ou ao parque, limitadas a um só ambiente com as mesmas pessoas, seus pais. Assim, o desenvolvimento de problemas psicossociais e o uso excessivo da tecnologia pelos pequenos são vistos atualmente como um dos maiores impactos negativos após esse período.

Para exemplificar, a fase da primeira infância das crianças (0 aos 6 anos de idade) é crucial, sendo o período fundamental de desenvolvimento. “A restrição das atividades nos primeiros anos de vida claramente impacta no curto, médio e longo prazo. A área do cérebro ligada à integração social fica comprometida, bem como as habilidades cognitivas e as relacionadas ao planejamento motor", resume a neuropediatra Liubiana Arantes. Logo, terem estado limitados durante essa etapa comprometeu seriamente diversas esferas de suas vidas. Após a volta ao “normal”, quando a quarentena se encerrou, muitas dessas sequelas foram expostas. Por exemplo, o desenvolvimento de um quadro ansioso e de comportamentos regressivos como a dependência dos pais, além disso, problemas físicos como falta de apetite e agitação também ilustram os impactos negativos da pandemia.

Além disso, o uso excessivo das telas durante o isolamento social também é visto como causa dessas sequelas. Assim como os adultos e adolescentes ficaram reféns da tecnologia durante esse período, as crianças se tornaram alvos também. Com certeza, sem mais o que fazer dentro do ambiente limitado em que estavam, por muitas vezes o uso do celular ou televisão se tornou atrativo. Apesar de prejudicial, chegou até a aliviar o “trabalho” dos pais naquele momento.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com os responsáveis a instigarem as habilidades motoras, cognitivas e emocionais das crianças. Assim, por meio de oficinas e eventos escolares que supram a defasagem de aprendizado e desenvolvimento dos pequenos, que incentivem ao uso consciente das telas e perfaçam um bom desenvolvimento social, corrigindo os negativos advindos do momento pandêmico.