Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 01/11/2023

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Trecho célebre do poema de Drummond, do qual reflete, de forma atemporal, como percalsos podem atravancar o avanço social. Nesse viés, o confinamento originado pela pandemia serviu como “pedra” para a formação sociocultural das crianças hodiernas. Logo, urge analisar como o COVID 19 impactou a educação e as relações sociais dos pequenos.

Em primeira análise, é possível inferir a dificultação do processo educacional aos adolescentes mediante à Pandemia. Nessa ótica, Aristóteles - expoente filósofo Grego- postula que a educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces; haja vista a importância do ensino na formação sociocultural do indíviduo. Em contrapartida ao pensador, o isolamento social, causado pelo COVID 19, impossibilitou o acesso à educação plena, visto que a falta de infraestrutura das instituições educacionais, como também a desigualdade socioeconômica para obtenção de aparatos tecnológicos tornaram árduo adequação no ensino à distância. Dessa forma, prejudicando a formação educacional do jovem.

Ademais, é válido salientar o impacto desse desequilíbrio sanitário para as relações sociais dos pequenos. Nessa perspectiva, Aristóteles pontua que “o ser humano é um ser social”, ou seja, é preciso o convívio com o coletivo para alcançar a felicidade. No entanto, o confinamento, causado pela pandemia, dificultou a interação social, principalmente das crianças. Dessa forma, a fomentação da integração dos adolescentes foi afligida, logo, tornou-se viável o incremento de casos de doenças mentais como também a dificuldade para se comunicar; devido a falta de contato com seus semelhantes e a solidão.

Portanto, fica evidente que medidas devem ser tomadas para amenizar os impactos gerados pela Pandemia. Nesse viés, as ONGs, atreladas com a formação juvenil, devem promover, por meio de caravanas financiadas pelo Poder Estatal, a realização de comicíos educacionais com teor lúdico- como exemplo, gicanas e competições educacionais para crianças de 6 a 14 anos- com a finalidade de integrar o jovem no ambiente social como também fortalecer seu ensino. Dessa forma, removendo a pedra do caminho dos pequenos e superando esse obstáculo.