Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 31/03/2024

Ao decorrer da pandemia recente do novo coronavírus, empecilhos implantaram-se em áreas como a economia, política e saúde pública. Contudo, na sociedade brasileira, indivíduos também afetados negativamente pelos entraves da doença foram as crianças. Essas foram sequeladas de tamanhas formas, trazendo à tona evidências, como a dependência excessiva dos pais, seguida do uso desmoderado de telas, que merecem algum respaldo.

Em primeira instância, ao se verem sem o auxílio das escolas e creches e passando boa parte do dia em casa, as crianças tornaram-se gradativamente dependentes de seus pais. Todavia, como afirmou o educador Paulo Freire, a leitura de mundo precede a leitura de palavra, evidenciando a importância de permitir que as crianças tenham suas próprias vivências. Dessarte, o ensino online, por exemplo, representou diversos dilemas nas relações entre pais e filhos; momento esse em que os pais se tornaram professores, tentando, como puderam, auxiliar ao máximo na aprendizagem de suas crianças.

Outrossim, com tantos obstáculos à educação, as tecnologias representaram um útil advento inigualável às crianças, desencadeando, somada à má regulamentação parental, o uso desmoderado de telas. Segundo Steve Jobs, importante magnata no universo da tecnologia contemporânea, a tecnologia move o mundo. Entretanto, faz-se perceptível a necessidade de supervisionamento a respeito do uso de aparelhos eletrônicos por crianças, tendo em vista que especialistas recomendam o uso de apenas duas horas por dia para crianças de seis a dez anos.

Mediante o exposto, a quarentena do novo coronavírus deixou efeitos permanentes que devem ser avaliados e acompanhados de perto. Para tanto, cabe às famílias, em conjunto às instituições de ensino, a fim do incentivo à independência da criança, incentivá-los, a partr de brincadeiras em grupo com outras crianças, a tomar decisões sem auxílio dos mais velhos. Não obstante, torna-se imprescindível a regulamentação de horários estipulados pelos pais em conjunto a proficionais da área da saúde infantil, para o uso de telas e aparelhos eletrônicos. Dessa forma, amenizando os efeitos colatereais da pandemia do novo coronavírus naqueles que são o futuro da nação brasileira.