Os fatores motivadores da proliferação de clínicas clandestinas de estética no Brasil

Enviada em 04/11/2025

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito à saúde é dever do Estado e direito de todos. No entanto, a proliferação de clínicas clandestinas de estética no Brasil evidencia a negligência do poder público em garantir esse princípio. Assim, é preciso analisar como a ineficácia estatal e o individualismo agravam essa problemática.

Em primeiro lugar, destaca-se a ineficiência do Estado na fiscalização dessas clínicas. Segundo John Locke, “as leis fizeram-se para os homens e não os homens para as leis”. Contudo, a falta de efetividade estatal na inspeção desses estabelecimentos descumpre a Carta Magna, já que a ausência de controle e punição adequada coloca em risco a vida de inúmeros brasileiros — por meio de infecções, complicações e até mortes. Logo, enquanto o governo não cumprir seu papel, mais pessoas serão afetadas por esse descaso.

Além disso, o individualismo também contribui para o avanço das clínicas clandestinas. Como afirma Zygmunt Bauman, o individualismo moderno leva o ser humano a priorizar prazeres imediatos em detrimento da própria segurança. Assim, muitos buscam procedimentos estéticos em locais irregulares, atraídos por preços baixos e padrões de beleza irreais, sem considerar os riscos à saúde. Essa lógica, somada à falta de fiscalização, coloca vidas em perigo diariamente.

Portanto, é essencial que o Governo Federal intensifique as inspeções e vistorias em clínicas estéticas, aplicando punições rigorosas a quem descumpre a lei. Ademais, os meios de comunicação devem promover campanhas educativas sobre os riscos de procedimentos ilegais e a importância de buscar locais seguros. Tais medidas visam reduzir a impunidade e conscientizar a população sobre a valorização da saúde em detrimento da aparência.