Os fatores motivadores da proliferação de clínicas clandestinas de estética no Brasil

Enviada em 30/03/2026

Segundo o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, a moral tem padrões estéticos, o “belo” é santificado, enquanto o “feio” é condenado. Essa ideologia se perpetua com a manutenção do padrão de estética, responsável por influenciar o comportamento de pessoas, contribuindo para problemas de autoestima e a procura de clínicas estéticas clandestinas.

Segundo estudo recente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cerca de 49% das usuárias da rede social “Instagram”, sentem-se desconfortáveis ao se compararem com as figuras públicas, que seguem um padrão implícito de beleza, que em alguns casos é decorrente da realização de diversos procedimentos estéticos.

Como consequência, para enquadrar-se no padrão, muitas mulheres optam pela realização de procedimentos estéticos, porém, pelo alto custo rec por clínicas clandestinas como uma alternativa. Em contrapartida, há riscos gravíssimos, pois na maioria dessas “clínicas”, não há um profissional capacitado, tampouco equipamentos necessários para a segurança do paciente, podendo resultar em quadros graves de saúde e em casos extremos em óbito.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas imediatamente para a que a problemática seja solucionada.

Logo, é um dever do Estado garantir, por meio da Secretaria da Comunicação e Propaganda, divulgar em mídias digitais e escolas campanhas que estimulem a autoaceitação, e a subjetividade da beleza, para que não haja a necessidade de comparação. Ademais, é de responsabilidade do Ministério da Saúde, fiscalizar e garantir a punição da prática, e firmar parcerias com clínicas legalizadas para que o entrave seja contornado e o bem-estar social mantido.