Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 18/04/2018

Ciclo vicioso do consumo

Desde o Iluminismo, percebe-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se nota os hábitos de consumo, no Brasil, verifica-se que esse ideal Iluminista é constatado na teoria à realidade do país, seja pelo papel negativo da mídia, acompanhado da degradação do meio ambiente. Nesse sentido, convém analizarmos as principais consequências de tal conduta negligente para a sociedade.

É irrefutável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que no Brasil, o estimulo ao consumo limita essa harmonia, haja vista que nas propagandas de televisão fazem comparações aos gostos sociais, como atrizes famosas que usam determinado produto, assim, a população se vê tentada a consumir também, formando um ciclo vicioso.

Do mesmo modo destaca-se a acumulação de lixo a longo prazo no ambiente como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, geralidade e coercitividade. Acompanhando essa linha de pensamento, observa-se que apenas 32% da população consome conscientemente, isto é, o restante 68% consome produtos sem considerar o destino final de tal.

É notório, portanto, que ainda há entrave para assegurar a solidificação de políticas que tendam à construção de um mundo melhor. Destarte, é imprescindível que a Receita Federal diminua os impostos de empresas qual desenvolvam formas ambientais saudáveis para o fim de seus produtos. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo o Ministério da Educação (MEC) deve instituir à sociedade civil, como familiares, estudantes e pais, palestras de núcleo culturais gratuitos em praças públicas ministradas por psicólogos, que discutam o combate do consumismo desenfreado, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não caminhe para um futuro degradante.