Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 09/06/2018

Desde o governo de Juscelino Kubitschek os hábitos de consumo no Brasil tomaram novos rumos, principalmente pela crescente vinda das multinacionais para o país. Sob tal ótica, obter uma marca cuja personalidade famosa favorita usa ou realizar uma compra com um bom percentual  de desconto é o desejo de grande parcela da sociedade. Dessa forma, cada vez mais a cultura do consumismo cresce no Brasil, seja pelo sucessivo investimento em propagandas midiáticas divulgando promoções, seja pelo desejo de comprar uma marca estrangeira que alguma celebridade ou influenciador utiliza.

Mormente, já há algum tempo o cidadão brasileiro passou a ser considerado pelos empresários da burguesia contemporânea como um consumidor em potencial, que é frágil a jogadas de marketing. De maneira análoga, percebe-se que a população é facilmente atraída por promoções e liquidações de estoque, pois em um país em desenvolvimento como o Brasil, economizar, mesmo que pouco na maioria das vezes, é de extrema importância para  as finanças individuais. Nessa perspectiva, ao analisar esse cenário, proprietários ou presidentes de empresas, de micro a grande porte, tem investido assiduamente na divulgação de promoções e saldões, o que instiga consideravelmente  o consumo.

Ademais,  após o fim do mundo bipolar com a ascensão do capitalismo e a crescente globalização, adquirir uma marca que algum influenciador digital ou ator famoso veste, por exemplo, tornou-se realidade. Por conseguinte, uma das causas que facilitaram esse mecanismo de consumo, foi a vinda das multinacionais a partir de 1956, o que revolucionou os hábitos de obtenção de produtos dos brasileiros. Logo, o consumismo exagerado, sem necessidade, já é realidade no país e com o auxilio da tecnologia das mídias digitais, muitos famosos usam das redes sociais para, de forma proposital ou não, instigar ainda mais o consumo, com suas publicações patrocinadas.

Diante dessa problemática, dos novos hábitos consumistas dos cidadãos brasileiros, cabe a análise de um texto de Karl Marx, o fetiche da mercadoria, no qual ele reflete sobre uma sociedade, em que tudo se transforma em produto. Infere-se, portanto, que a partir do pensamento marxista, na atualidade um carro, por exemplo, não é mais apenas  um meio de transporte, passou a ser um objeto de ostentação, quanto mais luxuoso melhor. Dessa maneira, cabe a todo corpo social uma reflexão particular para analisar se tudo o que é adquirido é realmente necessário e além disso, faz-se preciso o auxílio do governo, divulgando campanhas que instiguem o consumo consciente, para que mesmo com extremas dificuldades os hábitos consumistas tenham um declínio no cenário brasileiro.