Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 03/05/2018

Na obra “O cortiço”, João Romão depois de muito economizar, muda radicalmente a sua simples vida e, passa a ser um homem adepto ao consumo, em busca de status social. Transitando para a realidade, o consumismo é muito recorrente na sociedade brasileira, o que pode ser um problema, já que nem todos possuem o mesmo poder aquisitivo da personagem do livro de Aluísio de Azevedo.

Com o “American Way Of Life”, o EUA disseminou por todo o  mundo a ideia de que as famílias americanas alcançavam a felicidade por meio do consumismo. O fato é que, essa política contribuiu para a idealização de um padrão social, o qual quem compra mais é bem sucedido. Soma-se ainda ao consumo em massa a política estabelecida pelas industrias de bens não duráveis, bem como propagandas de TV’s e companhias de crédito que induzem cada vez mais o cliente a comprar.

Segundo o filosofia de Epicuro, o ser humano busca a felicidade através da tranquilidade da alma e, a busca pelo status é uma forma não natural e não necessária. No entanto, a teoria epicurista é tem sido contraditória à sociedade brasileira. Segundo estudos feitos pelo SPC e CNDC, as classes C, D e E são as que mais consomem produtos que não são realmente necessário. Isso é preocupante, já que essas camadas sociais visam mais o valor social que o produto agrega, sem preocupar-se com as dividas que as compras sujeitam.

Diante da situação exposta, é perceptível que os hábitos de consumo do brasileiro precisam mudar. Portanto, cabe ao governo, através do Ministério das Comunicações, veicular publicidades que apresentem o consumo consciente e as suas vantagens, para que dessa forma as passem a consumir de maneira melhor. Ainda, ao Ministério da Educação, cabe promover debates e palestras acerca do tema em escolas, para que as crianças e adolescentes se habituem desde cedo a almejar somente o necessário. Seguindo essas medidas, viveremos em um Brasil mais responsável  diante do consumismo.