Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 10/05/2018
Consumismo exacerbado: Uma questão de conscientização social
Entre os anos de 1918 e 1928, a produção norte-americana cresceu de forma alarmante, gerando o “American way of life” (modo de vida americano). Nesse período, a superprodução e o superconsumismo se destacaram no âmbito socioeconômico estadunidense. Na conjuntura atual do Brasil, essa situação se manifesta de maneira análoga, pois tanto a mídia, quanto a cultura materialista global intensificam, gradativamente, os hábitos de consumo no país. Portanto, para evitar a desvaorização do homem e problemas ambientais relevantes, a excessiva aquisição de bens deve ser combatida.
Convém analisar, a princípio, a questão publicitária global. Sob essa ótica, o filósofo Theodor Adorno defende que a “indústria cultural” emprega seu potencial de influenciar as massas, de forma a estimular uma desregrada compra de bens, visando apenas o lucro. Logo, consumir com consciência tornou-se um desafio, pois os meios de comunicação, utilizados amplamente na sociedade hodierna, facilitam o contato frequente da população com as propagandas manipuladoras, o que perpetua o consumismo desenfreado.
Além disso, a própria cultura materialista da sociedade, evidenciada pelo ditado popular " o homem vale aquilo que tem", aflora na população um desejo por comprar cada vez mais, sendo o sucesso diretamente associado à aquisição de bens e conquistas que determinado indivíduo possui. Diante desse cenário, os prejuízos para o meio ambiente são inevitáveis, manifestados nas alterações climáticas e no excesso de lixo nas áreas urbanas. Para o homem, de maneia direta, observa-se sua eventual desvalorização, sendo considerado um mero objeto de consumo da política capitalista vigente. Logo, viver apenas com o necessário se tornou um desafio, tendo em vista todas as questões supracitadas.
Portanto, para impedir que a população adote as práticas excessivas de consumo, é necessário que o Ministério da Educação, por meio de medidas socioeducativas, implante aulas bimestrais em todas as escolas, intituladas de “consumo consciente”. Essas aulas terão como fito instruir os mais jovens a adquirirem o que é realmente necessário, evitando aquisições supérfluas de bens. Além disso, as próprias mídias digitais podem desmistificar o consumo ligado à felicidade, propagando nas redes sociais vídeos e imagens que estimulem a satisfação com o pouco. Com a efetividade de tais medidas, poder-se-á conviver com o consumismo de forma a evitar os excessos.