Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 22/05/2018

Segundo o liberalismo econômico de Adam Smith, o mercado deve ser livre de qualquer intervenção do Estado, pois este é capaz de se regular sozinho. Todavia, o consumo exagerado causa déficit econômico no país, uma vez que o endividamento da população trava a circulação da moeda. Diante disso, é preciso observar que a falta de conhecimento sobre finanças e a imposição do consumo como porta de entrada para a aceitação social, são agravantes para essa problemática.

Mormente, é imprescindível analisar que com a abertura econômica na década de 1990, a sociedade brasileira tornou-se mais consumista, em virtude da acessibilidade aos produtos. Entretanto, quando essa ação alia-se à falta de consciência e instrução, torna-se um problema social e econômico, já que aumenta o endividamento e inadimplência no país. Dessa forma, fica evidente que o livre comércio associado à ignorância torna a economia individual deficitária, o que em grande número, paralisa o desenvolvimento da nação, uma vez que diminui os créditos do mercado.

Outrossim, é importante ressaltar que a necessidade de aceitação social contribui para o consumo exacerbado no Brasil. Nesse sentido, pode-se ratificar a teoria da Modernidade Líquida de Bauman, pois, esta afirma que a autocriação da identidade pessoal se dá por meio do consumo, já que as fontes tradicionais -status profissional e laços familiares, se afrouxaram. Em virtude disso, a sociedade acaba por criar uma ideologia de que é preciso “ter para ser”, e por conseguinte, cada vez mais pessoas compram mais do que podem, e acabam se afundando em dívidas.

Destarte, está claro que a falta de conhecimento financeiro junto à ditadura capitalista, corroboram o consumo exacerbado, e devem, portanto, ser combatidos. Tal feito se dará por meio do Ministério de Educação (MEC), que deverá inserir o tópico de economia nas matérias de Geografia e Sociologia, à qual deverá ter aulas voltadas para o conhecimento e conscientização financeira, para que os jovens saiam das escolas previamente preparados para lidarem com o consumo. Ademais, é viável que o Ministério Legislativo crie leis que obriguem os bancos a imporem um limite e endividamento dos clientes, para que os consumidores não fiquem cada vez mais atolados em dívidas. Feito isso, o Brasil poderá diminuir a inadimplência de seus cidadãos e assim, consumir de forma inteligente.