Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 23/05/2018

Roupa da moda, carro do ano, desejo em adquirir tênis novos e até mesmo um segundo celular:essas são algumas situações que permeiam a vida de grande parte da população brasileira.Como sabemos, o consumo é essencial para manter a economia do país e gerar empregos nos diversos setores.Porém, o excesso de compras por determinada classe pode ser maléfico tanto para o meio ambiente quanto para a estrutura social.Algo precisa ser feito para solucionar tal quadro lastimável.

A Revolução Industrial foi precursora no que tange ao hábito de consumo.Assim sendo, a produção de bens na Inglaterra do século XIX fez emergir uma classe movida por aquisição de produtos diversos: o Fordismo - por exemplo - era um movimento que incitava os operários a trabalhar o mês inteiro para quitar o parcelamento dos veículos.Isso mostra uma classe social em busca de status a qualquer custo.

Outrora, não é diferente com a sociedade do século XXI.Destarte, o Brasil concentra uma população com desejo de fama e poder:a cultura da ostentação é a grande satisfação dos jovens, visto que ter o calçado mais caro ou o veículo que está na moda é sinônimo de pertencer a elite do país.Nessa perspectiva, cria-se uma legião de compulsivos, na medida em que o objetivo é satisfazer o ego dos espectadores, pois esses - com poder econômico inferior - ainda não conseguem se equiparar aos demais.

Face ao exposto, notamos uma contradição perversa para o meio ambiente no que diz respeito ao excesso de consumo.Com efeito, como a sociedade fomenta o mercado consumidor - de forma desproporcional em determinadas classes - o lixo gerado confronta com uma política de saneamento defasada e as indústrias, com “fome” de lucro, não reduz a produção de mercadorias:o importante é o alto poder econômico, impacto ambiental que deveria ser combatido virou mera circunstância do cotidiano.

Fica claro, portanto, que a ótica do povo brasileiro está voltada para a satisfação pessoal.Sendo assim, é premente uma emenda constitucional - com força de lei - que tenha o objetivo de frear o excesso de produção de mercadorias, já que a estrutura do país não atende o acúmulo final de lixos gerados.No mais, as escolas poderiam ensinar desde cedo aos alunos sobre a importância em adquirir o essencial para a vida de cada um, pois trabalhando o raciocínio da classe juvenil teremos adultos mais conscientes no futuro.Mais ainda, devemos ter uma fiscalização mais rígida referente ao meio ambiente, podendo fazer essa medida com a reivindicação da própria população, com abaixo - assinado e passeatas.Feito essas medidas, podemos deixar a frase do grande pensador indiano Mahatma Gandhi: “o futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”.