Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 03/06/2018

Anos antes da crise de 1929, os Estados Unidos, no auge de sua economia, criou o famoso American way of life (Estilo de vida Americano) o qual expandiu-se por todos os países, dando início a um mundo mais globalizado e, por conseguinte, consumista. Nesse sentido, mesmo após anos, a realidade brasileira não se mostrou diferente, uma vez que os avanços tecnológicos influencia cada vez mais o consumo, afetando não só as pessoas como também o meio ambiente.

É necessário analisar, antes de tudo, como a influência midiática afeta tal padrão social. De acordo com os filósofos modernos Adorno e Horkheim a indústria cultural implanta nas pessoas o desejo de consumir, vendendo não só produtos como também pseudo-felicidades por meio do seu lema só se é feliz quem compra. Diante disso, gerou-se problemas psicológicos como dependência financeira e frustração devido a idealização de vida perfeita provocada pelas propagandas televisivas.

Convém salientar, ainda, que esse comportamento provoca também graves consequências ambientais. Sabe-se que, para consumir é preciso produzir, e tal ato, quando inconsciente, afeta florestas e áreas naturais. Exemplo disso, é o Bioma Mata Atlântica o qual, desde o período colonial, vem sendo explorado restando, atualmente, apenas 7% de sua vegetação original. Logo, com tal relação de proporcionalidade entre consumo e degradação do meio, urge a adoção de práticas que evitem esse impasse.

Fica claro, portanto, que o consumo desenfreado atinge direta e indiretamente a sociedade. Com isso, cabe ao Ministério da Educação com apoio das escolas, estimular o pensamento crítico dos estudantes a fim de evitar a leiguice dos mesmos quanto ao mundo consumista e globalizado. Ademais, é papel do Poder Público em conjunto do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) punir e fiscalizar por meio de políticas reguladoras e penas mais severas àqueles que degradarem as áreas preservadas, devem, ainda, aumentar a quantidade de tais regiões. Para que, o estilo americano não seja sinônimo de preocupação social.