Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 05/06/2018

Ao atuar como uma das três leis newtonianas, a lei da inércia afirma que um corpo tem tendência a permanecer em constante repouso ou movimento retilíneo e uniforme, até que sobre ele seja atuada uma força de intensidade suficiente para a mudança de seu percurso. Sob esse viés, os maus hábitos de consumo no Brasil vem atingindo índices alarmantes. Diante disso, em vez de atuar como a força suficiente para a mudança de rota desse, a ausência de educação dos indivíduos aliada à desigualdade social contribuem para a intensificação da referida problemática.

A esse propósito, é indubitável que a precária educação dos indivíduos seja uma das principais contribuidoras para a intensificação de tal problema no tecido social. De acordo com o filósofo alemão Immanuel Kant: O ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele. Com isso, constata-se que o indivíduo é dotado de ignorância, tendo em vista a exacerbada vontade de consumir, muitas vezes, sem ter condições para arcar com as dívidas. Algo deplorável, visto que tal desejo poderá trazer problemas futuros, como é o caso da oneomania, distúrbio psicológico incontrolável em realizar compras, na maioria dos casos, não necessárias.

Considera-se também, a desigualdade social como uma forte influenciadora da problemática na sociedade. Isso evidencia-se porque, segundo o romancista brasileiro Ariano Suassuna, o Brasil de hoje é dividido em dois países distintos: o dos privilegiados e o dos despossuídos. Infelizmente, tal conceito condiz com a realidade brasileira, haja vista que a menor parcela da população, ou seja, os privilegiados, que detém da maior quantidade de recursos monetários, consumem exacerbadamente, cada vez mais.

Torna-se evidente, portanto, que ainda existem entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de uma sociedade melhor. Diante disso, é dever do Governo, por meio de investimentos na educação, melhorar a qualidade de ensino dos cidadãos para que estes não tornem-se leigos da sua capacidade de compra, a fim de evitar não só futuras dívidas, mas também transtornos psicológicos. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) fomente nas escolas, a realização de campanhas e palestras que discutam o combate à desigualdade social, com o propósito de que os indivíduos possam contribuir para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária.