Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 28/06/2018

O capitalismo é um sistema econômico que visa o lucro e reduz as pessoas a consumidores, apenas. Para isso, as empresas tem que vender seus produtos, e utilizam a mídia para alcançar esse objetivo, criando nos seus clientes uma grande necessidade desenfreada por itens supérfluos, o que pode causar o endividamento desses indivíduos. Além disso, outro grande problema são as propagandas, que também atingem as crianças e podem influenciar na compra de algo.

Desse modo, as táticas de venda das indústrias são as mais variadas: uso dos seus produtos nas novelas e a divulgação deles por celebridades em comerciais de TV e redes sociais. Geralmente o convencimento e o fetiche criado sob algum item ocorre, pois, as propagandas associam o consumo ao sucesso pessoal e a felicidade. Isso gera, portanto, nos indivíduos, uma vontade de que comprar coisas pode ajudar em suas vidas, como um escape para o estresse diário, por exemplo, é o que mostra a pequisa da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Logistas) e o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), em 2017, que 40,2% das pessoas das classes C, D e E consomem com essa finalidade.

Sendo assim, muitas vezes as pessoas acabam gastando ais do que seus rendimentos permitem, devido à usar muito dinheiro para satisfazer seus desejos, resultando em uma alta inadimplência, que ao final de 2017 já atingia mais de 61 milhões de brasileiros, de acordo com o SPC. Esse cenário é muito ruim, pois, apesar de frear o consumismo, estar com o nome negativado, reduz a linha de crédito e dificulta a vida das pessoas em coisas necessárias, como por exemplo, um plano de saúde.

Outro aspecto a ser considerado é a alta propaganda destinada ao público infantil, como aqueles que são relacionados aos brinquedos e alimentos, no qual as empresas usam personagens de desenhos animados para atrair a atenção das crianças, que é o caso do Mc Lanche Feliz e “casinhas” da Barbie, por exemplo. Esse foco acontece, pois, cerca de 80% dos filhos influenciam seus pais na decisão de compra, segundo o Instituto Alara, em 2017.

Dessa maneira, é imprescindível que se possa agir de três formas diferentes: primeiramente, institutos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa, deveriam usar suas redes sociais para alertar as pessoas sobre a necessidade de comprar conscientemente, isso ajudaria na redução da inadimplência dos indivíduos. Em segundo lugar, é fundamental que os bancos abram a possibilidade de renegociação de dívidas, para que a oferta de crédito não seja interrompida. E, por último, é importante que o Ministério das Comunicações retire da mídia comerciais que incitam o consumo para as crianças, evitando que elas forcem os seus pais em tomadas de decisão no consumo de algo. Tudo isso é crucial para a saúde financeira de todos os brasileiros.