Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 02/07/2018

Com a Revolução Industrial iniciada na Inglaterra no século XVIII, houve uma clara mudança de padrões. Modificações essas, que perduram até o momento atual. O mundo encontra-se cada vez mais globalizado e integrado por meio de redes sociais que conectam pessoas com gostos em comum. Entretanto, em algumas realidades tal junção pode ser peculiar e danosa, já que essa estimula o hábito do consumo. Fazendo com que o ato de consumir se torne uma problemática a ser discutida pela sociedade.

Torna-se cada dia mais notório que o planeta encontra-se, provavelmente, em sua era de maior desenvolvimento. Porém, se a industrialização ininterrupta apresenta pontos positivos, como maior acessibilidade a diferentes produtos, por outro, faz com que o consumo se torne excessivo e descontrolado, como no filme Os delírios de consumo de Becky Bloom, onde o cotidiano de uma jovem consumista é retratado ora de forma divertida, ora de modo desesperado. Deixando em evidência que os limites da oferta e da procura estão sendo ultrapassados.

Ademais, no Brasil, é possível perceber através do crescimento de indústrias, como a alimentícia e a televisa, que a tendência é que os brasileiros sigam aumentando a taxa de compra. Com cada dia mais modelos diferentes de carro, roupa e comida, torna-se de fácil compreensão que não há mais um critério de escolha. Com o propósito de ter sempre mais coisas, as pessoas seguem comprando e dando seu dinheiro à essas empresas, que seguem lucrando com tal descontrole. Eventualmente, surgem novos estilos de vida, como o denominado Minimalista, onde é estimulado o hábito de ter apenas o necessário, sendo então, o contraponto de uma sociedade capitalista que visa apenas o lucro.

Portanto, é necessário que haja uma maior atenção, por parte das pessoas, ao estilo de vida minimalista. E que esse seja trabalho em palestras e exposições, por grupos que detenham conhecimento para tal. Com isso, é possível ter uma sociedade com costumes mais naturais, e onde o ato de comprar não seja inerente ao ser humano, e sim, controlado.