Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 09/07/2018
Zygmunt Bauman, sociólogo e autor do livro “modernidade líquida”, discutiu como os desejos e as mudanças constantes impulsionaram para uma sociedade mais obsoleta. Sendo assim, refletir acerca dos hábitos consumistas no país é primordial para compreender como as relações sociais são moldadas pelo consumo. Diante disso, deve-se analisar como o consumismo deve ser trabalhado e problematizado para que uma sociedade mais empoderada seja alcançada.
Em primeiro lugar, é notório que um país heterogêneo como o Brasil, a diversidade de trocas culturais são constantemente influenciadas pela mídia. Isso decorre do processo de globalização que o mundo atual transcorreu e que assumiu o “American Way of Life” como o caminho para felicidade. Por consequência, criou-se uma sociedade brasileira alienada e engrenada a uma vida compulsória.
Além disso, nota-se ainda que a facilidade de crédito no país nos últimos anos teve um boom questionável. Isso acontece principalmente porque o mercado propagandístico tem como função protagonizar o alto consumo. A exemplo disso, o gênero musical denominado “funk ostentação” impulsionado em meados de 2013 é reflexo direto do que a sociedade mais desfavorecida absorve do maior meio de comunicação de massa, a televisão.
Fica evidente, portanto, que é preciso solucionar a cultura enraizada de consumo de maneira eficaz. Em razão disso, o MEC e parcerias com as escolas devem promover ações que instiguem o desenvolvimento da criticidade dos educados frente as relações de consumo. Para isso, trabalhar com atividades que problematizem o mercado consumidor como oficina de debates sobre educação financeira, teatros e cine debates são alternativas que favorecem a retórica dos alunos frente as mazelas sociais. Ademais o Ministério das Comunicações deve investir em políticas públicas que auxiliem a sociedade no controle de consumo. Dessa forma, o empoderamento social desvinculará o consumo a ideia de felicidade.