Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 19/07/2018
Gastos além do necessário, seja no setor de vestuário das lojas Riachuelo, seja em eletrodomésticos da Polishop, fazem parte do cotidiano de inúmeros cidadãos brasileiros, contribuindo com o aumento no índice de endividamento da população nacional. Nesse prisma, é crucial colocarmos uma lupa sobre a questão dos hábitos de consumo no Brasil, mirando ações afirmativas que visem promover uma ampla conscientização acerca do consumismo moderado: o ideal.
Em primeira instância, é imperativo nos debruçarmos sobre os matizes do excessivo ato de compras. Sob tal perspectiva, Guy Debord, em sua obra “A Sociedade do Espetáculo”, retratou que muitos indivíduos veem, no preço dos presentes que entregam, a espessura de seus laços afetivos, corroborando gastos excessivos por parte daqueles que pretendem demonstrar afeição pelos presenteados. Acresce-se a questão do poder da publicidade na indução social, haja vista que as grandes empresas - como relatado no filme “Fome de Poder”, que conta a história da multinacional MC Donald’s - estudam os pontos fracos da psicologia humana para abusar dessas características em seus comerciais e, consequentemente, arrecadar o maior lucro possível. Logo, é imprescindível uma conscientização da população verde e amarela a respeito das manobras capitalistas, dado que foram inventadas com a missão de concentrar bens, que pertenciam à massa, nas mãos de poucos sujeitos.
Outrossim, é imperativo analisar os males gerados pelo consumismo. Nesse viés, cabe destacar que, por conta dos descontrolados gastos, os cidadãos brasileiros vêm acumulando muitas dívidas e, portanto, encontram-se sem recursos financeiros para o asseguramento de questões humanas essenciais, como a saúde. Ademais, salienta-se a existência de juros nos endividamentos, provocando o famoso termo “efeito bola de neve”, que afirma o perigo da acumulação de dívidas - uma vez que, ao originar uma, encontrará dificuldades para quitá-la. Por conseguinte, torna-se fundamental uma maior atenção nos controles dos gastos individuais dos habitantes do solo tupiniquim.
Infere-se, em suma que, para a preservação da estabilidade financeira dos brasileiros, medidas cabais, por parte dos órgãos governamentais, são necessárias. Destarte, faz-se ponderável que o Ministério do Desenvolvimento Social, por meio de plataformas virtuais, ofereça, gratuitamente, cursos de educação financeira aos cidadãos canarinhos, orientando-lhes sobre os vetores a serem seguidos à perpetuação de condições monetárias individuais ideais. Para mais, o Ministério da Educação, em face das escolas públicas e privadas, pode acrescentar, na grade curricular acadêmica nacional, o estudo da matemática aplicada à economia, instigando os jovens, desde cedo, a planejarem seus futuros gastos. Somente sob tais óticas, o Brasil dará passos mais atentos, desviando das armadilhas do consumismo.