Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 24/07/2018

Historiadores e economistas relatam que algumas décadas anteriores à crise de 1929 foram as melhores para a economia de alguns países. No Brasil do século XXI a situação não foi diferente, seja pela influência midiática, ou pela relevância no status social, o consumo desnecessário ganha dimensões preocupantes haja vista suas graves consequências ambientais.

O padrão de consumo contemporâneo é uma característica recente na sociedade brasileira. Sob essa ótica, o filósofo da Escola de Frankfurt, Adorno foi um dos pioneiros no estudo da mídia e seu potencial de influência em massa. No século XX, segundo ele, esta foi uma grande ferramenta usada por governos autoritários para enaltecer o regime. Nessa conjuntura, em um sistema global, majoritariamente capitalista, a mídia passa a exercer sua função manipuladora para convencer a população a comprar cada vez mais e, consequentemente, perpetua os hábitos consumistas.

Além disso, alguns valores típicos da sociedade atual tornam-se contribuintes na prática do consumo. Dessa forma, o poder aquisitivo de um indivíduo é o que corresponde ao seu valor social, evidenciando essa perspectiva na frase que diz: “Consumismo é o ato de comprar o que você não precisa, com o dinheiro que você não tem, para impressionar pessoas que você não conhece, a fim de tentar ser uma pessoa que você não é.”  Por sequente, o gasto com produtos supérfluos torna-se necessário para que o cidadão seja valorizado no meio social. Visto os fatores supracitados, é imperioso sobrelevar as consequências do novo “fato social” em questão. Nesse viés, é válido ressaltar que toda mercadoria, necessariamente, advém de uma matéria-prima extraída do meio ambiente.

Portanto, é imprescindível uma sinergia entre o Estado e a população para resolver o impasse em pauta. Em primeiro plano, cabe ao Ministério da Educação estimular o pensamento crítico na sociedade por meio de palestras nas escolas e propagandas em telejornais, evitando a entrada da população no mundo consumista sem um senso consciente pré-formado. Além disso, as prefeituras deveriam estimular a população, a começarem a separação dos lixos e depositá-los nos lugares corretos, por meio de um benefício em porcentagem de desconto nos impostos. Só assim, o país tornarás mais equilibrado no que tange à relação entre o homem e meio ambiente.