Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 24/07/2018
O filme ‘‘O preço do amanhã’’, trata-se de uma sociedade em que a vida é comprada, ou seja, o tempo é dinheiro. De forma análoga, o Brasil em pleno século XXI vive o consumismo, o qual torna os brasileiros em ‘’escravos modernos’’. Dessa forma, torna-se urgente uma solução para esse entrave social, portanto seja combatendo o consumo compulsivo, seja pela contenção da influência empresarial na população, o país terá seu ‘‘Brazilian way of life’’, livre da fera comercial desgovernada.
Primeiramente, é preciso compreender o estado psicológico dos brasileiros. Nesse sentido, os adventos da globalização geraram a total mudança de ver ao mundo, e, dessa forma, o consumo se tornou a saciação para o desejo de conforto. Segundo Sigmund Freud, considerado pai da psicologia moderna, o homem ao ratificar o ganho do prazer é tomado pela insatisfação desse ser momentânea, assim, promovendo um ciclo sem fim. Dessa maneira, o homem vira o escravo de sua própria vontade, promovendo, nesse caso, a situação do consumo febril, em que o sujeito na busca pelo prazer acaba se perdendo em seu mundo de decepção.
Outrossim, outro problema a ser solucionado é a influência da mídia no cotidiano brasileiro -mais especificamente a orientação dada pelas empresas mundiais. Nesse viés, o mundo interligado, hodierno, proporcionou a conexão dos mais diversos universos culturais, inclusive o da indústria cultural com os humanos de todo o globo. Nesse contexto, empresas como a McDonald’s e a Nike, atuam no cotidiano mundial influenciando na compra desenfreada de produtos, a primeira no setor alimentício a segunda no vestuário. Portanto, percebe-se que as interconexões globais proporcionaram uma espécie de ditadura, a ditadura comercial.
Destarte, com base nos preceitos apresentados, conclui-se que o consumismo tomou proporções mundiais, sendo assim, o Brasil é afetado também. Desse modo, buscando solver o problema no território nacional, é necessário que o Ministério da Educação implante nas escolas, com ajuda do poder econômico do Executivo, projetos em que psicólogos atuem orientando os jovens para consumo consciente, afim de trazer um fim para o suposto consumismo febril. Ademais, o Estado Brasileiro deve atuar em conferências mundiais, fomentando com a ajuda dos diversos países, um equilíbrio entre o bem-estar da população e o comércio mundial, atualmente nas ‘‘mãos’’ das empresas globais, e deste jeito diminuindo as propagandas influenciadoras do mundo capitalista. Por fim, é por esses meios que essa fera, o consumo desvairado, será certamente controlado, e os ‘’escravos modernos’’ poderão viver em liberdade, diferente dos indivíduos do filme citado, pois eles têm o final que não queremos ter.