Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 26/07/2018

Consumir para viver ou para ser?

O Brasil transita pela era do consumo, onde as pessoas compram o que não precisam, com o dinheiro que não tem, para passar a impressão de serem pessoas que não são. Nesse contexto, deve ser discutido até que ponto o consumo é necessário e quais são seus efeitos quando muitas pessoas superam o limite do seu poder aquisitivo.

Em primeiro lugar, Adam Smith afirmou que o consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção, isso corrobora os aumentos do consumo feito pelas pessoas, fato esse corroborado pelo instituto Akatu, em que 76% das pessoas entrevistadas afirmaram que não praticam o consumo consciente, mas sim o que as convém. Por consequência, a sociedade se torna refém de determinadas marcas e produtos, que por via das mídias impõem aos consumidores para que esses comprem, comam, vistam e que só dessa forma seriam bem vistos na sociedade.

Em segundo lugar, quando o indivíduo adquire esse modo de vida de comprar e ter o que está na moda, raramente ele voltará a consumir apenas o necessário, isso é óbvio, mas o por quê de comprar além do que se pode e precisa? Simples, ser visto na sociedade não é uma má ideia e é isso que determinados produtos trazem consigo implicitamente. Por conseguinte, para Hobbes, o homem é o predador do próprio homem, sendo um vilão para ele próprio, a compra, muita das vezes compulsória, já deixou mais de 40% da população com o nome negativado segundo o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), sendo isso negativo para a economia do país.

Nesse sentido, portanto,  é necessário que o Governo, por meio do CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, impeça de ir ao ar as propagandas de cunho consumista com o propósito de impedir que palavras de ordem nelas contida como: coma, vista; induza as pessoas ao consumo compulsório. Outrossim, os bancos deveriam ser mais criteriosos na hora de liberar limite do cartão de crédito para as pessoas, a fim de evitar gastos exorbitantes, assim as pessoas teriam menos dívidas e a economia do país melhoraria.