Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 07/08/2018

Durante o século XX, o famoso “American way of life” difundiu-se por todo o mundo como o melhor padrão de vida, caracterizando o início de uma sociedade consumista. No Brasil, o consumo desnecessário também ganhou grandes dimensões, devido não apenas a influência midiática, como também pela relevância no status social.

Em primeiro plano, evidencia-se que após a revolução industrial no Brasil, em 1930, houve um considerável aumento da produção. Além disso, era preciso um estímulo para o consumo. Nessa perspectiva, os filósofos da Escola de Frankfurt, Adorno e Horkheimer, foram os precursores no estudo da indústria cultural e sua influência, no qual, ao invés de formar cidadãos críticos, a mídia mantém as pessoas alienadas ao hábito de consumo, afim de obter lucro.

Vale ressaltar também, o novo modo de vida das pessoas que supervaloriza o status e aparência. Assim, o poder aquisitivo corresponde ao valor social, tendo em vista que, conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, ao explorarem o mercado, os indivíduos buscam matérias-primas para se tornarem também atrativos. Com isso, aqueles que não possuem tal poder são hostilizados e excluídos pela sociedade.

É indubitável, portanto, que a questão do consumo no Brasil é uma realidade crítica, ao passo que, além de tornar as pessoas alienadas também causa a exclusão social. Em razão disso, o Poder Legislativo deve instaurar leis que proponham uma menor quantidade de anúncios e propagandas dos meios de comunicação de massa, com aplicações de multas para a violação, com o intuito de diminuir a influência midiática. Ademais, cabe ao Ministério da Educação estimular o pensamento crítico na sociedade por meio de palestras nas escolas, a fim de criar um senso consciente nos adolescentes, para que a longo prazo, o conceito de consumo relacionado à status seja rompido do corpo social.