Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 10/08/2018

O consumo consciente representa desafios para uma sociedade gananciosa e individualista como a brasileira. A forte influência de artistas, modas e culturas estrangeiras e o marketing abusivo das grandes empresas podem acabar por alienar o indivíduo — que é induzido a comprar sem ter necessidade — gerando, assim, o consumismo. Logo, é preciso analisar os fatores que realizam a manutenção dessa problemática a propósito de alcançar um consumo consciente.

Primeiramente, a forte pressão midiática dos grandes artistas e influenciadores da moda contribuem para o consumo desenfreado da massa brasileira. Pesquisas corroboradas por universidades nacionais, como a USP e a Unicamp, revelam que mais de 50% das compras realizadas pelos brasileiros nas “grifes” nacionais e internacionais é resultado da experiência absorvida através da mídia. Ademais, tal influência é responsável por segregacionar economicamente o indivíduo, como foi visto recentemente na onda “Quanto vale o seu outfit?”, em que o preço do produto passa a definir o indivíduo socialmente.

Em segunda análise, o marketing abusivo das grandes empresas força o consumidor a adquirir bens desnecessários ou pouco utilizáveis. O grande pensador da era moderna Zygmunt Bauman disse que o capitalismo é um sistema parasitário. Desse modo, como todos os parasitas, pode prosperar durante certo período, desde que encontre um organismo ainda não explorado que lhe forneça alimento. Assim, as empresas divulgam seus produtos para encontrar formas de provocar o desejo de compra no consumidor, muitas vezes, por intermédio de anúncios apelativos.

Portanto, é mister superar os desafios do consumo consciente visando desalienar o indivíduo da influência midiática. Para isso, o governo com base na legislação deve fiscalizar a prática de publicidade abusiva contra o consumidor a fim de evitar o consumo desenfreado. Outrossim, a escola, aliada à comunidade e à família deve promover palestras e debates ministrados por professores e economistas sobre a educação financeira com o escopo de desenvolver um melhor controle dos gastos do indivíduo economicamente. Com isso, o pensamento de Zygmunt Bauman será vencido e, consequentemente, o consumo consciente será aumentado no Brasil.